A indústria paulista fechou 1 mil postos de trabalho em outubro, segundo informou nesta quarta-feira, 14, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Com essas demissões no mês passado, o quadro de funcionários do setor sofreu uma redução de 0,05% em relação ao contingente fichado no setor, na leitura com ajuste sazonal, e interrompeu um período de três meses de estabilidade no quadro de empregados.

Segundo o Departamento Econômico da Fiesp, o desligamento de funcionários temporários, sazonal para o período, contribuiu para esta ruptura da estabilidade nos últimos três meses. Contudo, o resultado de outubro ainda se posiciona em um patamar superior ao da média histórica para os meses de outubro, que costuma mostrar encerramentos de 3,3 mil vagas de emprego.

Na comparação de outubro com igual mês do ano passado, o nível emprego na indústria paulista caiu 1,51%, com o desligamento de 33 mil trabalhadores.

Já no acumulado do ano, de janeiro a outubro, 11,5 mil vagas foram abertas, mostrando um crescimento de 0,54% no contingente de trabalhadores no setor. “Este resultado é semelhante ao registrado no ano de 2017, quando a variação havia sido de 0,44%, correspondendo a 8.500 vagas abertas”, ressaltaram os economistas da Fiesp.

No entanto, o dado permanece abaixo da média da série histórica da pesquisa para o período de janeiro a outubro, que é de geração de cerca de 32 mil vagas. A fraca recuperação do mercado de trabalho na indústria paulista segue o lento ritmo de crescimento da produção física e da atividade econômica de forma geral.

Setores Dos 22 setores da indústria paulista acompanhados pela pesquisa de emprego e desemprego em outubro, seis contrataram, cinco mantiveram o número de funcionários e 11 demitiram. O saldo líquido dessas movimentações foi a demissão de 1 mil trabalhadores. Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com geração de 2.009 postos de trabalho, seguidos por produtos minerais não metálicos, com registros de 925 trabalhadores, e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 448. No campo negativo ficaram, principalmente, produtos alimentícios, com os desligamentos de 2.447 empregados, confecção de artigos do vestuário e acessórios, com fechamento de 788 vagas e couro e calçados, com demissão de 289 pessoas.

 

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