As lojas de shopping centers demitiram 120 mil pessoas no Brasil em razão da quarentena provocada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de que 15 mil lojas fechem as portas definitivamente. Os dados preliminares foram antecipados pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), que representa 105 mil lojas no país. A associação antecipou o número de demitidos, mas só deve apresentar uma pesquisa detalhada até o final desta semana que se inicia.

O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, responsabilizou governadores e prefeitos pelas demissões. “Essa situação vai piorar se governadores e prefeitos não determinarem a reabertura gradual e cuidadosa da economia. Ontem, dados mostraram que a arrecadação federal de impostos é a menor em 13 anos.”

Ele afirma que o fato de estados e municípios não terem adiado o pagamento de impostos por parte das companhias prejudicou o empresariado e “também os empregados que dependem das empresas funcionando”, disse, em relação às demissões.

Para Sahyoun, os governadores apoiam medidas restritivas sem considerar “que já não terão sequer receita para manter o sistema de saúde em funcionamento e os salários dos servidores”.

Questionado se não teme ser responsabilizado pelo possível aumento dos infectados caso a quarentena termine, ele disse que é preciso “tomar posição”.

“Quando você é líder de uma entidade, você tem de se posicionar e arriscar. Tem estatísticas dizendo que o confinamento não resolve em todos os casos. Quando vai ao interior, não tem nada acontecendo em muitas cidades, os seus prefeitos querem abrir, mas o governador não permite por decreto.” Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.

REABERTURA ANTES DO MAL PIOR

Na quarta-feira (20) pela manhã, Sahyon se juntou a outras sete entidades em uma teleconferência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pedir “medidas urgentes”, como liberação de créditos com juros menores e redução de burocracias para contrair empréstimos em bancos.

Mas a principal medida defendida é mesmo o fim da quarentena. “Mais de 4.000 municípios têm condições de permitir a reabertura, pois tem baixa ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva)”.

Sahyoun diz que “o consumidor será cauteloso” porque os que não foram demitidos “já sofreram queda de renda”.

E se amanhã a gente abrir e não acontecer nada? Não vale o risco? Se der errado, volta atrás. Tem de testar. Testa em um, dois, dez municípios. Aqueles que tiverem superlotação nas UTIs fecha. E nos que não tiveram lotação? Questionou

Em Marília, a situação não é diferente e, são fortes os rumores de fechamento de muitas lojas nos Shopping’s locais, porém que, só poderão ser confirmadas após a reabertura.

Além da despesa locatícia, o lojista ainda arca com taxas de condomínio, publicidade e outras despesas, sem contar salário de colaboradores e reserva de investimentos para o próprio investimento que, com a paralisação de mais de 60 dias, acabou por comprometer seriamente a saúde financeira de muitas lojas.

A grande expectativa é que o Governador possa anunciar na próxima quarta feira, a reabertura flexibilizada com restrições e a continuidade dos lojistas possam surgir em um campo de negociações entre os síndicos com os seus já prejudicados empreendedores.

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