As escolhas confirmadas até aqui pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para cargos-chave naquele que é ponto nevrálgico de qualquer governo, a economia, vem se mostrando acertadas, de acordo com entusiasmadas manifestações do mercado financeiro. Para usar uma expressão cara a apreciadores de esportes coletivos, é como se Bolsonaro estivesse montando um “dream team”, um time dos sonhos em português. Resta saber se o jogadores vão corresponder às expectativas quando entrarem em campo, a partir de 1° de janeiro. Não faltará torcida, de milhões de brasileiros, para que vençam a partida. Afinal, a vitória deles é a vitória do País inteiro.

Bolsonaro, o “técnico” da equipe, tem dado carta branca para o “capitão” do time, Paulo Guedes, escalar os jogadores. Aceitou até mesmo a convocação de Joaquim Levy para a direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES), mesmo o economista tendo servido, em papel de destaque, um time adversário (Levy foi ministro da Fazenda no último governo da ex-presidente Dilma Rousseff).

O presidente eleito, no entanto, espera resultados quando a equipe entrar em campo. “Eles são parte importante do nosso plano de governo. Eles não podem errar, não têm o direito de errar”, disse em entrevista nesta segunda-feira, 19, ao falar do grupo, que, no mesmo dia, recebeu o reforço de Roberto Castello Branco, anunciado como futuro presidente da Petrobras. O povo brasileiro compartilha o mesmo sentimento. A eleição de Bolsonaro, diga-se de passagem, foi expressão desse sentimento de urgência por mudanças. A população também espera dele que não erre. Está com enorme responsabilidade nas mãos. É difícil prever o que pode ocorrer no Brasil com mais um governo fracassado.

As condições, no entanto, apresentam-se favoráveis no sentindo contrário. O presidente eleito começará o governo com força política para implementar as reformas inadiáveis para equilibrar as contas públicas e escolheu para fazê-las uma equipe experiente. Em vez de invencionices, com nomes estranhos ao mercado e à burocracia, Guedes se acercou de gente conhecida e de competência inquestionável, como o próprio Levy, ao qual, é bom que se diga, não se atribui os desastres do governos dos quais participou, Castello Branco e Roberto Campos Neto, este nomeado para chefiar o Banco Central. Para mais uma vez recorrer a metáforas esportivas, trata-se de um time capaz de perseguir o gol, sem fazer firula ou subvertendo regras do jogo. Se deixá-los jogar livremente, é improvável que não correspondam.

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