Nossa reportagem foi acionada por alguns moradores da zona norte da cidade que, se mostraram indignados com a postura do Vereador Marcos Rezende (PSD) que, deu entrada com uma ação no Ministério Público questionando o grande investimento realizado pelo Supermercado São Francisco, tradicional e antigo supermercado da cidade através de uma obra que, segundo ele não estaria de acordo com a lei e as normas exigidas. O motivo da polêmica é uma cobertura que interliga o estacionamento do supermercado ( do outro lado da rua Joaquim F. Belomo ) até a entrada do mesmo  ( na confluência com a rua João Calimam ) que gerou um investimento de aproximadamente 200 Mil reais.

A ação chegou às mãos do Promotor Rodrigo de Morais Garcia que, com coerência e discernimento impar, encaminhou a documentação diretamente para a Prefeitura Municipal, afim de que, o setor competente se posicionasse. Mediante a isso nos dirigimos então para ouvir a população a respeito do assunto.  O Senhor Amarildo S.O,  residente no bairro Sta Antonieta II declarou que a obra foi muito bem feita e, que vem proteger os moradores principalmente em dia de chuva e disse; “esse vereador o ano passado prometeu resolver o problema de um boca de lobo ali embaixo e até hoje continua a mesma coisa, pois trocaram, mas, continua com o mesmo problema. Ele deveria se conscientizar que essa melhoria feita pelo seu Francisco foi um grande beneficio para as pessoas”, concluiu. Já o Senhor Cesar. A. B, morador no Parque das Nações também aprovou o investimento realizado pelo Super Mercado e falou; “ eu acho que esse vereador está prestando um desserviço a população. Em dia de chuva, quer dizer então que a gente tem que ficar dentro do carro esperando a chuva passar ?” perguntou.

A dona de casa Denise F.S moradora no bairro figueirinha disse que só faz compras neste supermercado e ainda utiliza o caixa rápido para pagar as contas. Questionada sobre a polêmica, ela declarou que foi um ótimo investimento dos proprietários que fizeram a obra pensando em seus clientes. “Muito boa a obra e, não compreendo o motivo que levou o vereador a entrar com essa ação”, questionou. Para finalizar, ouvimos o Senhor Amadeu B. (ex- vereador ) que mora também no Sta Antonieta, e,  parabenizou o proprietário do Supermercado por estar investindo em seus consumidores que param o carro no estacionamento para se deslocarem até a entrada e,  agora são protegidos do sol e da chuva. “quero lembrar que, muitas vezes são pessoas com deficiência física ou com dificuldade de se locomover e o Sr. Francisco pensando nisso fez a cobertura e até colocou uma grande lombada justamente para facilitar a travessia. Como sou profissional da construção civil, eu não vejo nada irregular e não vejo o porquê deste questionamento. Penso que o nobre vereador deveria se preocupar com outras questões do município. Tem muita coisa pra ele se preocupar na cidade ao invés de cobrar aquilo que está beneficiando a população”, finalizou. Nós realizamos uma pesquisa junto  CPFL que poderiam questionar a legalidade da obra devido aos fios de alta tensão, no entanto, não encontramos nada que estivesse fora dos padrões e normas de segurança. Tentamos um contato com o proprietário do Supermercado, mas, até o final desta edição não obtivemos resposta.

Quanto ao vereador Marcos Rezende, que é líder do governo na câmara e presta um trabalho para o deputado Walter Ihoshi, deixamos o recado com a sua assessoria ( Senhor Henry ) que também não nos retornou. Apenas para ilustrar a matéria, descobrimos que em París,as passagens cobertas interligando quarteirões acabaram por se transformar em galerias e, foram precursoras dos atuais Shoppings centers. Foram construídas no século 19 para abrigar lojas permitindo aos parisienses irem às compras a salvo das intempéries do tempo.

A iluminação durante o dia era garantida pelo telhado de vidro (e suas belas estruturas de ferro) e, à noite, era feita com lamparinas. Paris chegou a ter perto de 150 galerias – hoje restam poucas (no site da associação das passagens, estão listadas 20). Em nível de Brasil citamos, por exemplo, as cidades de  Gramado ( RS), Nova Petrópolis ( RJ), Natal ( RN) e o caso mais recente de Concórdia ( SC ), onde a Prefeitura Municipal comemora o aniversário da cidade com o lançamento de um projeto de rua coberta que, seja será utilizada no período noturno para eventos.

Em Marília, pelo que constatamos, a legislação pode não contemplar plenamente o assunto, no entanto, um TCA ou TAC pode tranquilamente por um ponto final na questão. A Rua é de uso publico e, como tal, qualquer beneficio oriundo da iniciativa privada para uso do cidadão e, que não ofereça riscos deveria ser referendado. Vivemos em um momento de crise, onde investimentos que resultem no incentivo ao consumo e a geração de empregos, renda e captação de impostos devem ser cada vez mais estimulados, com visão empreendedora e sem viés político.

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