O Histórico do Tabaco, surgiu aproximadamente á 1000 a.c com rituais indígenas na América Central e no Brasil através de tribos Tupi Guarani. Suas folhas foram comercializadas sob a forma de fumo para cachimbo, rapé, tabaco para mascar e charuto. No século XIX iniciou a industrialização sob a forma de cigarro, tornando – se um dos maiores malefícios para a humanidade.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que 40% da população mundial adulta, isto é, 2,8 bilhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

O INCA ( Instituto Nacional do Câncer ) desenvolve papel importante como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa “Tabaco ou Saúde” na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades controle do tabagismo nessa região, e no apoio à elaboração da Convenção para o Controle do Tabaco, idealizada pela OMS para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo.

Para intervir nesta realidade a Unimed de Marília com o objetivo de reduzir a prevalência de morbimortalidade por doenças associadas ao cigarro, com o cuidado integral ao ser humano, oferece aos seus beneficiários o Programa Combate ao Tabagismo. O Programa é desenvolvido por uma equipe multiprofissional (médico, psicólogo, nutricionista e enfermeiro) e ainda composta por outros profissionais comprometidos com o tema, incluindo as ações que são lideradas pela psicóloga Vanessa Lopes Custódio Beiro sob a supervisão do médico Drº Ivan de Melo Araújo.

Cada grupo tem duração de seis meses, com encontros semanais, sempre no mesmo dia da semana e horário, sendo que cada encontro dura aproximadamente 1 h a 1 h 30min. Os objetivos gerais do programa são: motivar os tabagistas à reflexão quanto aos malefícios do tabaco, propiciar ferramentas que facilitem ao usuário deixar o vício, suprimindo sua dependência física e psicológica, incentivar a participação no programa e ajudar os participantes a deixarem de fumar, fornecendo-lhes as informações e estratégias necessárias para direcionar seus próprios esforços neste sentido. Para participar ligar para o telefone 2105-8191, informar seu nome e outros dados que serão solicitados.

O tabagismo é reconhecido como uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas como álcool, cocaína e heroína. A dependência ocorre pela presença da nicotina nos produtos à base de tabaco, obrigando os fumantes a inalarem mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, além de 43 substâncias cancerígenas, sendo as principais: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, resíduos de agrotóxicos e substâncias radioativas.
A nicotina presente no cigarro, por exemplo, ao ser inalado produz alterações no Sistema Nervoso Central, modificando assim o estado emocional e comportamental dos indivíduos, da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e álcool. Depois que a nicotina atinge o cérebro, entre 7 a 19 segundos, libera várias substâncias (neurotransmissores) que são responsáveis por estimular a sensação de prazer que o fumante tem ao fumar. Com a inalação contínua da nicotina, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início. Esse efeito é chamado de “tolerância à droga”. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros. Com a dependência, cresce também o risco de se contrair doenças crônicas não transmissíveis, que podem levar à invalidez e à morte.

Ainda com dados da OMS o tabagismo além da principal causa de morte evitável em todo o mundo, é o responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Dessas, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doença coronariana (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral).
Além de estar associado às doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças, tais como – tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras doenças.

Deu para assustar, não é mesmo ?!?!? Se você é fumante, ainda está em tempo de abdicar desta ideia. Fica o alerta de que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia. Com certeza você precisará de ajuda e para isso, a Unimed de Marília disponibiliza o Programa Combate ao Tabagismo. ligue 2105-8191 e conte com a nosso apoio.

Para aqueles que ainda não possuem o plano Unimed ou que tenha o plano de outra origem, também poderão participar mediante informações através do mesmo telefone, 21058191.

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