
Neste sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram um ataque militar coordenado contra o Irã, batizado pelo Pentágono de “Operação Fúria Épica”. A ofensiva envolve ataques aéreos e marítimos com o objetivo de destruir a infraestrutura de mísseis balísticos de longo alcance e centros de comando em Teerã.
O ataque ocorre após o fracasso das negociações nucleares em fevereiro e representa a intervenção militar mais direta dos EUA contra o Irã desde a Revolução de 1979.
Explosões foram relatadas na capital iraniana, e o líder supremo aiatolá Ali Khamenei foi transferido para um local secreto. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, teria escapado sem ferimentos.
Declarações dos líderes
O presidente Donald Trump justificou a operação citando a crise dos reféns de 1979 e afirmou que os ataques serão “massivos e contínuos” para eliminar ameaças iminentes. Trump também fez um apelo direto ao povo iraniano, pedindo que assumam o governo após os bombardeios: “Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva cria condições para remover o “jugo da tirania”.
Reação iraniana e escalada regional
O governo iraniano prometeu uma retaliação “devastadora” e alertou que bases americanas e países vizinhos podem se tornar alvos. Desde o início da ofensiva, explosões foram ouvidas no Catar, Abu Dhabi e Emirados Árabes Unidos, e a Jordânia anunciou que interceptou mísseis na região.
No Iêmen, os rebeldes Houthis iniciaram ataques contra navios no Mar Vermelho, enquanto Israel intensificou bombardeios no sul do Líbano.
Contexto histórico
Em junho de 2025, um confronto aéreo de 12 dias já havia mostrado a fragilidade da paz regional. O ataque de hoje amplia o conflito, com impactos em múltiplos pontos do Oriente Médio. O objetivo declarado pelos EUA e Israel é impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã e desmantelar permanentemente sua infraestrutura de defesa.
REVIDE: Bahrein, base da Marinha dos EUA é alvo de mísseis iranianos

A base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos neste sábado (28/2), informou uma autoridade americana à CNN internacional. Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.
O ataque é uma retaliação do Irã à ofensiva norte-americana e israelense ao país neste sábado. Mais cedo, o Irã também lançou mísseis em direção a Israel.
A Força Aérea de Israel disse que detectou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça. A defesa não é hermética e, portanto, as instruções do Comando da Frente Interna devem continuar a ser seguidas”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve a intenção de “eliminar ameaças” ao povo norte-americano. Em um vídeo de oito minutos, publicado em suas redes sociais, Trump disse que tentou “repetidamente chegar a um acordo” com o país.
“Nós vamos garantir que o Irã nunca terá uma arma nuclear”, afirmou. “Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, acrescentou.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação é para “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista” do país.
DIRETO DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DO METRÓPOLES


