
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comunicou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a federação União Progressista – formada por PP e União Brasil – manterá neutralidade na eleição presidencial de 2026. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (22), a três dias da convenção nacional do PL, marcada para sábado (25).
Segundo a federação, a neutralidade vale para o primeiro turno e pode se repetir no segundo. Com isso, os diretórios estaduais terão autonomia para definir seus posicionamentos. Em São Paulo, por exemplo, a seção estadual já declarou apoio a Flávio durante evento na segunda-feira (20).
Flávio ainda tinha esperança de fechar uma aliança com Progressistas e União Brasil, mas pesaram na decisão a necessidade de liberar os partidos para alianças estaduais – em alguns estados, a federação pode até apoiar aliados do presidente Lula.

Também influenciaram a falta de entusiasmo com a candidatura de Flávio, que enfrenta crise interna, e o temor de novas acusações ligando o pré-candidato do PL ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e a relação de Ciro Nogueira com o então presidente era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal.
Apesar da decisão da federação, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, segue negociando com Republicanos e Podemos para ampliar a base de apoio a Flávio. O Republicanos, que também apoiou Bolsonaro em 2022, tem dado sinais de que pode ficar neutro, reclamando que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados.
Michelle deve faltar à convenção que lançará Flávio à Presidência

Neste sábado (25), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve ficar fora da convenção do Partido Liberal (PL) que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O evento será realizado na Arena Pacaembu, em São Paulo.
Segundo pessoas próximas à ex-primeira-dama, a tendência é que ela permaneça em casa para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Interlocutores afirmam que as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aumentaram essa necessidade.

Os aliados de Michelle também evitam atribuir a possível ausência ao desgaste público envolvendo a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro. O tema, segundo eles, não seria o motivo da decisão.
O período das convenções partidárias começou nesta segunda-feira (20) e seguirá até 5 de agosto. Nesse intervalo, os partidos oficializarão candidaturas e alianças para as eleições.
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