
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no sábado (22) levou a oposição a reforçar a pressão para que o projeto de anistia seja votado já na sessão desta segunda-feira (24) na Câmara dos Deputados. O clima de urgência tomou conta dos partidos oposicionistas, que afirmam que o tema não pode continuar parado.
Durante reunião de líderes, o deputado Ubiratan Sanderson destacou que a votação é considerada prioridade absoluta e deveria ocorrer “impreterivelmente” na primeira sessão plenária da semana. O texto está sob relatoria do deputado Paulinho da Força e originalmente tratava apenas da revisão da dosimetria de penas, ponto considerado insuficiente pela oposição, que pede uma proposta mais abrangente.

Nos últimos meses, diferentes versões de projetos de anistia circularam no Congresso, variando entre textos amplos — que poderiam beneficiar todos os envolvidos em manifestações de motivação política — e versões mais moderadas, que tratam apenas de redução de penas.
Apesar da movimentação na Câmara, o Senado demonstra resistência. Integrantes da base governista afirmam que não aceitarão uma proposta considerada “anistia ampla, geral e irrestrita”. Há também a preocupação de que a medida seja interpretada como incentivo à impunidade.
A oposição, por outro lado, argumenta que a aprovação da anistia seria um passo importante para a pacificação política do país. A decisão agora depende da articulação entre líderes partidários e da disposição do presidente da Câmara em pautar o tema.
DIRETO DA REDAÇÃO


