
A população de Marília despertou na manhã deste sábado com mais uma triste noticia. Uma loja com mais de três décadas de funcionamento na cidade com suas portas fechadas
A Casas Bahia prepara uma nova rodada de cortes do quadro de funcionários, com demissões e fechamento de lojas, enquanto avança na redução de sua estrutura.
Marília não foge a regra. Condenada por aluguéis caríssimos cobrados por um verdadeiro cartel imobiliário que domina a área central, a cidade peca
pela omissão da associação comercial e da prefeitura municipal.
Além de locações caras, a administração não tem pulso forte para aplicar o IPTU PROGRESSIVO e tampouco move uma palha para revitalizar o centro totalmente ultrapassado. Yara ajudar é conivente com a indústria da multa praticada pela RIZZO PARK. A ACIM também não se manifesta e ainda não apresenta incentivo para os comerciantes a exemplo de outras cidades. O resultado é ficar refém de situações como esta.
O PESADELO PARA MILHARES DE FUNCIONÁRIOS, INCLUINDO MARÍLIA, NÃO ACABOU. A divulgação dos resultados do segundo trimestre, inicialmente prevista para quarta-feira (12), foi adiada para uma teleconferência marcada para segunda-feira (17).

Segundo o Valor Econômico, a mudança ocorreu para que a companhia pudesse concluir o novo plano de forma mais organizada. O jornal também informou que fornecedores já estão a par do movimento e acompanham os possíveis efeitos da redução da estrutura sobre a escala da operação. Segundo o jornal, desligamentos de funcionários já foram realizados nos últimos dias.
O novo ajuste ocorre depois de anos de redução da rede física e de reestruturação financeira. Nos 12 meses encerrados em março, considerando aberturas e fechamentos, o grupo encerrou 26 lojas, foram 12 da bandeira Casas Bahia e 14 do Ponto Frio. Ao fim de 2025, eram 1.042 unidades, ante 1.064 um ano antes e 1.078 no fim de 2023.
A companhia também continua pressionada por prejuízos. No primeiro trimestre de 2026, registrou perda de quase R$ 1,1 bilhão, mais do que o dobro do resultado negativo observado no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o prejuízo líquido consolidado não ajustado atingiu cerca de R$ 3 bilhões.

Reestruturação reduziu dívida
A Casas Bahia passa por um processo de reestruturação operacional e financeira iniciado em 2023. Em 2024, a companhia recorreu à recuperação extrajudicial para alongar as dívidas e reduzir custos financeiros. O processo envolveu cerca de R$ 4 bilhões em obrigações renegociadas.
No ano passado, a Casas Bahia negociou a conversão antecipada de R$ 1,56 bilhão em títulos da segunda série e o reperfilamento de outros R$ 1,67 bilhão da primeira série.
A operação tinha como objetivo reduzir a alavancagem da companhia e aliviar a pressão sobre as despesas financeiras. A conversão também alterou a estrutura acionária da Casas Bahia, com a Mapa Capital passando a deter 85,5% da empresa.
No primeiro trimestre, a companhia reduziu a dívida líquida, em um movimento influenciado pela conversão de obrigações dos credores em capital. Apesar da redução do endividamento, a varejista continuou no vermelho, com as despesas financeiras pressionando o resultado.
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