
Nas últimas horas, a cidade de Marília foi marcada por uma ocorrência que mais uma vez sensibilizou todas as mulheres que acessaram as redes sociais e puderam acompanhar desde o primeiro instante o drama de Vanessa da Silva Carvalho, técnica de enfermagem e bombeira civil.
Segundo depoimentos, uma filha da mulher disse que a irmã acordou por volta de 5h na madrugada da terça-feira, 23,com gritos da mãe, foi ao quarto e testemunhou agressão, com golpe mata leão. Além disso, relatou sinais de sangue no chão e na roupa de cama.
Após a violência, ela foi #tirada de casa contra a força, quase desacordada. O companheiro a colocou dentro de um carro, prometendo levá-la ao hospital. Ela nunca chegou ao hospital. Desde então, Vanessa desapareceu.
Horas depois, esse mesmo homem ligou para a família dizendo que tinha feito besteira e que atentaria contra a própria vida sem dizer onde deixou Vanessa. Depois disso, sumiu. Nenhuma informação. Nenhuma resposta.
O autor se apossou do carro que era da vítima e tomou rumo ignorado. Devido à repercussão, há poucos instantes o mesmo se apresentou na central de polícia judiciária acompanhado de duas advogadas, confessando o crime e apontando o local onde teria desovado o corpo.

O natal acabou para esta família, aonde o único conforto será dar um enterro digno a ela. Se encerra o drama da família. A Polícia Científica localizou o corpo de Vanessa após o companheiro indicar o local onde estava, em uma vala de uma estrada vicinal da vizinha cidade de Vera Cruz.

A pena para feminicídio no Brasil, após a Lei 14.994/2024, é de reclusão de 20 a 40 anos, sendo um dos crimes com a maior pena do Código Penal, e é considerado crime hediondo. A legislação também prevê agravantes (pena aumentada em até um terço), como se for cometido na gestação ou na presença de filhos, e estabelece que o condenado deve usar tornozeleira eletrônica e perde direitos como visitas íntimas e progressão de regime mais rápida.
Existem ainda os agravantes pelo sequestro, furto do veículo, ocultação do cadáver que poderão aumentar a pena. O mesmo, identificado como Alan Rodrigo Santana Correia, se encontra na carceragem da central de polícia judiciária, onde passará por audiência de custódia, provavelmente sendo encaminhado a algum presídio da região.
Marilia chora por mais um feminicídio. Uma mulher covardemente agredida diante do silêncio das autoridades. Aos familiares nossos mais sinceros sentimentos.
DIRETO DA REDAÇÃO




