Dois advogados enviaram um pedido ao procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pedindo a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O motivo seria uma “tortura” praticada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no episódio envolvendo a queda do líder da direita brasileira em sua cela na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

De acordo com a revista Oeste, o pedido foi assinado pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira e ocorre após o acidente de Bolsonaro. Os dois afirmam que o ex-presidente passou um “período superior a 24 horas, sem atendimento hospitalar adequado, apesar de recomendação médica e da existência de sintomas neurológicos”.

O pedido também aponta que ao negar a ida de Bolsonaro ao hospital, o ministro do STF provocou “sofrimento físico e psicológico relevante” e violou “direitos fundamentais, à Lei de Execuções Penais e a normas nacionais e internacionais de proteção aos direitos humanos”.

Por isso, os advogados pedem prisão imediata em flagrante de Moraes por crime considerado inafiançável, além de responsabilização penal pelas condutas que constam no pedido e adoção de medidas legais cabíveis.

Jornalista Paulo Figueiredo diz que sanções contra Moraes podem voltar

Em seu canal do YouTube nesta quinta-feira (8), o jornalista Paulo Figueiredo comentou que ele e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro estão com reuniões marcadas em Washington para tentar retomar sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Figueiredo, os encontros estão previstos para esta sexta-feira (9) e têm como foco recolocar o tema na agenda de autoridades e parlamentares dos Estados Unidos. De fato eles estiveram com o deputado Jim Jordan.

– Certamente não é fácil, mas também não era fácil que ele fosse sancionado – declarou ele.

E continuou:

– Mais uma vez, Eduardo e eu estaremos em Washington, em reuniões em busca de uma política externa americana mais favorável ao Brasil.

Figueiredo diz que a questão da “tortura” contra Jair Bolsonaro na prisão será incluída nas conversas para mostrar que o ministro segue violando os Direitos Humanos. Ele se refere à recusa de permitir a internação do líder da direita nesta terça-feira (6), o procedimento só foi autorizado no dia seguinte.

– Toda a documentação está pronta, a gente só precisa acrescentar esses novos fatos com a continuidade da tortura do presidente Jair Bolsonaro e seguir no processo de convencimento e persuasão de que esta, embora possa ter sido uma decisão oportuna momentaneamente, e a gente vai falar sobre Venezuela aqui hoje, para os interesses americanos, não é uma medida oportuna no longo prazo para a relação dos Estados Unidos com o Brasil – adiantou.

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