
TARDE DEMAIS. O partido Novo protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja obrigado a usar tornozeleira eletrônica e tenha o passaporte retido.
A solicitação foi direcionada ao ministro André Mendonça e também comunicada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A justificativa apresentada pelo parlamentar é que existe risco de Lulinha deixar o país, o que, segundo ele, poderia comprometer investigações e apurações em andamento.
De acordo com o deputado Marcel van Hattem, o pedido tem o objetivo de garantir que Lulinha permaneça à disposição da Justiça enquanto surgem novas suspeitas envolvendo seu nome. O parlamentar afirmou nas redes sociais que a medida seria necessária diante do cenário de “instabilidade” e das informações que circulam sobre possíveis relações do filho do presidente com figuras citadas em investigações.
Nos bastidores políticos, o caso gerou reação imediata e deve aumentar a pressão sobre o STF e a Procuradoria-Geral da República para que se manifestem sobre o pedido. Até o momento, não há decisão pública informando se Mendonça dará andamento ao requerimento ou se ele será arquivado.

O episódio reacende o debate sobre possíveis tratamentos diferentes em investigações que envolvem aliados de governos e volta a trazer à tona críticas sobre impunidade e falta de rigor em casos que atingem nomes ligados ao PT.
O Supremo e a PGR ainda não divulgaram uma resposta oficial sobre o pedido do Novo.
O que foi pedido ao STF:
- Retenção do passaporte de Lulinha
- Uso de tornozeleira eletrônica
- Medida para evitar possível saída do país
CPMI se levanta e aciona Mendonça para impedir “fuga” de Lulinha do país
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) decidiu intensificar a pressão contra Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando medidas para impedir que ele deixe o Brasil.
Segundo o requerimento encaminhado à Corte, os parlamentares pedem a apreensão do passaporte de Lulinha e também a adoção de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira, como forma de evitar uma eventual viagem ao exterior.
A representação foi direcionada ao ministro André Mendonça, a quem os integrantes da comissão solicitam providências urgentes para barrar uma possível ida de Lulinha para Madri, na Espanha.

O pedido é assinado por parlamentares de diferentes casas legislativas, incluindo os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), além dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN).
A movimentação reforça o clima de tensão em torno da CPMI e amplia a disputa política e institucional sobre os rumos da investigação, enquanto a oposição sustenta que há risco de “fuga” e cobra ações imediatas.
Agora, a decisão sobre possíveis medidas restritivas fica nas mãos do Supremo, que deverá avaliar o requerimento e definir se haverá alguma determinação contra Lulinha.
Na mira da Polícia Federal, Lulinha deixa o Brasil e retorna à Europa
Na mira da Polícia Federal, o filho do presidente Lula vai retornar a Madri nos próximos dias. Fábio Luís Lula da Silva passou as últimas três semanas no Brasil para as festas de fim de ano, sem registro de encontros com o pai.
Lulinha, como é conhecido, deixa o país no momento em que a Polícia Federal investiga a informação de que ele teria negócios com o principal operador do esquema de desvio de aposentados e pensionistas, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Como revelou a coluna, o filho do presidente se mudou para a capital da Espanha em meados de 2025.
Um ex-auxiliar do operador contou, em depoimento, que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já confirmou em entrevista as investigações envolvendo o filho do presidente.

Lulinha não constituiu advogado e não foi localizado para comentar o assunto.
O próprio Lula comentou o assunto. Disse que, se o filho fez algo de errado, terá de responder por isso.
A bancada do governo no Congresso, contudo, deixou claro que a declaração de Lula foi apenas uma tentativa de se blindar da crise, já que, por orientação do Planalto, votou em peso contra a convocação de Lulinha na CPMI do INSS.
DIRETO DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES E IMAGENS DO JORNAL METRÓPOLES


