A reunião PF Mendonça Caso Master marcou o início de uma nova etapa nas investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Banco Master. O encontro ocorreu um dia após o ministro André Mendonça assumir oficialmente a relatoria do inquérito, após redistribuição definida por sorteio eletrônico na Corte.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Mendonça se reuniu com integrantes da Polícia Federal (PF) para receber um panorama detalhado sobre o estágio atual das investigações. O encontro teve caráter técnico e buscou alinhar procedimentos e esclarecer pontos já apurados no inquérito.

Detalhes do encontro

A reunião foi realizada de forma reservada e contou com a participação de representantes da direção da Polícia Federal responsáveis pelo acompanhamento do caso. Mendonça participou remotamente, uma vez que cumpria agenda fora de Brasília.

Fontes ouvidas indicam que o ministro demonstrou interesse em compreender a íntegra das diligências já realizadas e os próximos passos previstos pela corporação. A iniciativa é vista como procedimento comum quando há mudança de relator em processos de grande complexidade.

Nova fase da relatoria

Com a saída do ministro Dias Toffoli da condução do inquérito, a redistribuição ao gabinete de Mendonça inaugura uma nova fase processual. Caberá ao novo relator avaliar pedidos pendentes, eventuais medidas cautelares e encaminhamentos técnicos apresentados pela Polícia Federal.

O Caso Master envolve apurações sobre supostas irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. Parte do processo tramita sob sigilo judicial, conforme decisões anteriores do próprio STF.

A expectativa dentro da Corte é que a condução técnica e institucional do inquérito siga seu curso regular, com base nos elementos produzidos pelas autoridades competentes.

PF prepara relatório sobre ligação entre Moraes e Banco Master

A Polícia Federal encaminhou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório que detalha a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da investigação sobre o Banco Master. O documento também abre espaço para a análise de registros que mencionam o ministro Alexandre de Moraes.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Master, trazem referências frequentes a Moraes, incluindo diálogos sobre pagamentos que indicariam proximidade entre o ministro e o empresário. As informações são do jornal O Globo.

Em dezembro, veio a público que Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, firmou contrato com o banco prevendo repasses de R$ 130 milhões ao longo de três anos para atuação junto a órgãos dos três Poderes. Até o momento, não foram identificadas evidências de serviços compatíveis com o valor estipulado, nem ela nem Moraes detalharam o acordo.

O relatório envolvendo Moraes ainda não foi oficialmente encaminhado a Fachin. Havia a avaliação de que, se o material permanecesse sob a relatoria de Toffoli – que anteriormente conduzia o caso e proferiu decisões divergentes da linha defendida pela PF – poderia haver arquivamento.

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