A CPFL Paulista, com sede em Campinas, atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios do estado de SP

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta quarta-feira (22) reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia que atuam em nove estados, com impacto sobre a conta de luz quase 50 milhões de pessoas.

O preço da energia é uma das principais preocupações do governo Lula, uma vez que um aumento no custo pode afetar negativamente a aprovação de sua gestão durante a corrida eleitoral de 2026 —ainda mais diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.

O Executivo avaliou propor um empréstimo de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras, via BNDES, como forma de reduzir o impacto dos reajustes sobre a conta de luz, mas a ideia não avançou.

A projeção da Aneel é que o reajuste médio seja de 8%, quase o dobro da inflação projetada para o ano —o efeito disso no custo da energia varia de região para região, de acordo com a empresa que presta o serviço.

Nesta quarta, a distribuidora que teve o maior reajuste médio foi a CPFL Santa Cruz, de 18,89%, que atende municípios em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Também no Sudeste, a CPFL Paulista, que atende ao interior do estado, teve reajuste de 12,13%.

A distribuidora, com sede em Campinas, atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios do estado de São Paulo.

No Centro-Oeste, a Energisa, do Mato Grosso do Sul, teve aumento de 12,1%, e a de Mato Grosso, de 6,86%.

Já no Nordeste, a sergipana Energisa teve reajuste aprovado de 6,68%, a Coelba baiana, de 5,8%, a Enel cearense, de 5,78% e a Neoenergia potiguar, de 5,4%.

Somadas, essas distribuidoras atendem a uma população de 46,7 milhões de pessoas, segundo dados da Aneel.

Indústrias terão impacto maior no reajuste da CPFL Paulista

Na divisão por grupos de consumidores, os clientes de alta tensão — como indústrias e grandes empresas — terão um impacto médio mais elevado, de 18,75%.

Já os consumidores de baixa tensão, como residências e pequenos comércios, sentirão um aumento médio de 9,25% nas tarifas.

O que puxou o aumento da conta de luz

Segundo a Aneel, diversos fatores contribuíram para a alta nas tarifas. Entre eles estão:

  • custos financeiros, com elevação de 8,99%;
  • encargos setoriais;
  • transporte de energia;
  • compra de energia no mercado.

Esses componentes pressionaram o reajuste aprovado para o novo ciclo tarifário.

Quando o reajuste começa a valer

Os novos valores passam a vigorar após a publicação do despacho oficial pela Aneel.

CPFL Paulista atende mais de 5 milhões de clientes

A Companhia Paulista de Força e Luz, concessionária responsável pela distribuição de energia na região, tem sede em Campinas e atende cerca de 5,12 milhões de unidades consumidoras.

O consumo de energia elétrica na área de concessão representa um faturamento anual de aproximadamente R$ 16,11 bilhões.

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