
O governo federal iniciou, nesta semana, a implementação do check-in digital obrigatório em meios de hospedagem em todo o país, medida que muda a forma tradicional de registro de hóspedes e amplia o controle sobre as informações coletadas.
A nova regra determina o uso da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato eletrônico, sistema desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro. O modelo substitui o preenchimento manual por um cadastro digital padronizado em todo o território nacional.
Com a mudança, os dados dos hóspedes poderão ser informados antecipadamente pela internet, por meio da plataforma Gov.br. No momento da chegada ao hotel, pousada ou hostel, o processo será concluído com a leitura de QR Code, acesso por link ou uso de dispositivos disponibilizados pelo estabelecimento.

Segundo o governo, mais de 3,4 mil empresas do setor já aderiram ao sistema, com cerca de 1,7 milhão de registros realizados digitalmente. A expectativa é que a medida torne o atendimento mais ágil, reduza custos operacionais e elimine o uso de papel, além de ampliar a padronização e o controle das informações.
A implementação da FNRH Digital está prevista na Lei Federal nº 14.978 de 2024. A norma também estabelece que turistas estrangeiros não precisam possuir conta Gov.br para realizar o check-in.

Embora o governo sustente que a medida tem como objetivo aumentar a segurança, modernizar o setor e trazer mais praticidade tanto para hóspedes quanto para estabelecimentos, há quem veja a iniciativa com ressalvas.
Sob uma perspectiva crítica, o novo sistema também pode ser interpretado como mais um mecanismo de ampliação do controle estatal sobre dados e deslocamentos dos cidadãos, em um cenário de crescente digitalização e centralização de informações.
DIRETO DA REDAÇÃO


