
A geração Nutella ou os menos esclarecidos poderão perguntar; por que 9 de julho é feriado em São Paulo? Para quem estudou educação moral e cívica ou OSPB é fácil responder.
Nove de julho, além de ser o nome de uma das principais avenidas da maior cidade da América do Sul e também de Marília, marca o início da chamada Revolução Constitucionalista de 1932.
Como o próprio nome diz, a revolução, que acabou com mais de 600 mortes, era uma reivindicação feita pela sociedade paulista por uma nova constituição após a entrada de Getúlio Vargas na Presidência do Brasil.
A Revolução Constitucionalista foi um movimento armado, que surgiu da revolta dos paulistas 1932, após um golpe de Estado do então presidente Getúlio Vargas, dois anos antes. O governo central passou a nomear interventores e tirou a autonomia dos estados. O maior conflito militar do país no século 20 começou no dia 9 de julho de 1932 e terminou com rendição dos revolucionários paulistas em 2 de outubro.

Lutando contra as tropas federais, em um conflito militarmente desproporcional, o Estado de S Paulo foi vencido nos campos de batalha, porém o movimento acabou contribuindo para consolidar no Brasil valores preciosos, como a liberdade e a participação popular.
A data, no entanto, só se tornou feriado em 1997, por determinação do então governador Mário Covas. Conheça a seguir um pouco da história desses voluntários que perderam a guerra, mas conseguiram impor ao novo ditador a redação de uma constituição.
A data marca o início da luta. Foi o auge do movimento de oposição, que culminou com a morte cinco mártires da revolução, que ficou conhecido como MMDC, depois rebatizado de MMDCA. A sigla é uma referência a Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Draúsio Marcondes Souza, Antônio Américo Camargo de Andrade e Orlando de Oliveira Alvarenga, mortos por for federais durante um protesto.
Desfile cívico-militar comemora os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, em Presidente Prudente
O desfile em alusão ao aniversário de 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 reuniu autoridades públicas, militares e moradores na manhã desta quarta-feira (9), no Centro de Presidente Prudente. O ato cívico foi realizado no trecho da Avenida Coronel José Soares Marcondes localizado na frente da Praça Nove de Julho.



APENAS MEMÓRIA Em Marília data passou em branco, restando apenas as recordações
Marília está repleta de referências à Revolução Constitucionalista, a luta paulista por um país livre democrático, no entanto, a administração do prefeito municipal Vinícius Camarinha não realizou nenhum ato cívico para lembrar a data.
Quem segue pela rua Nove de Julho, saindo da esquina da santa casa na confluência com a avenida Vicente Ferreira, passa pelo centro, chegando até a zona Oeste. No acesso do centro até a zona norte uma boa opção é a Pedro de Toledo, com retorno pela Nelson Spielmann. Para descansar um pouco temos a praça Saturnino de Brito ao lado da prefeitura.

Além das ruas para a lembrança, a cidade, mesmo tendo apenas três anos de emancipação, colaborou enviando combatentes. Segundo os arquivo da Comissão de Registros Históricos, Vicente Ferreira e Nelson Spielmann foram dois moradores locais que partiram da cidade para o Fronte de batalha.
Ambos morreram no conflito. Os corpos estão no Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, no Ibirapuera, em São Paulo. A cidade homenageia alguns constitucionalistas que ficaram famosos. CONFIRA ABAIXO UM RESUMO DE CADA HERÓI da Revolução Constitucionalista.
Vicente Ferreira foi um combatente na Revolução Constitucionalista de 1932, conhecido por sua atuação como um orador carismático e defensor da participação dos negros no movimento, vendo-a como um meio de emancipação e construção de uma pátria livre. Ele via a participação dos negros no conflito como um passo importante para a emancipação e construção de uma nação livre de opressões.
Nelson Spielmann foi um combatente mariliense na Revolução Constitucionalista de 1932, que morreu em combate. Ele foi um dos três voluntários de Marília que participaram do conflito. Um monumento em sua homenagem, com um capacete de aço, foi erguido pela população de Marília para lembrar seu sacrifício e o de seu irmão, que também lutou na revolução.

Francisco Saturnino Rodrigues de Brito, conhecido como Saturnino de Brito, foi um importante engenheiro sanitarista brasileiro, mas não atuou como combatente na Revolução Constitucionalista de 1932. Ele é reconhecido por seus trabalhos pioneiros em saneamento básico e urbanismo, mas sua participação na revolução não é mencionada em fontes históricas.
A Revolução Constitucionalista de 1932 envolveu principalmente militares e civis paulistas que se opunham ao governo de Getúlio Vargas. Saturnino de Brito nasceu em 14 de julho de 1864 e faleceu em 10 de março de 1929. Sua expertise foi fundamental para o desenvolvimento de projetos de saneamento em diversas cidades brasileiras, sendo considerado o “pioneiro da Engenharia Sanitária e Ambiental no Brasil”. Ele trabalhou em mais de 50 cidades, incluindo Santos, onde desenvolveu um importante sistema de esgoto
Morreu após 37 dias uma campanha na Serra da Bocaina, atingido por dois tiros. O herói constitucionalista dá nome à praça em frente à Prefeitura de Marília.

Pedro de Toledo, que também dá nome à avenida em Marília, foi um dos constitucionalistas m ilustres, possivelmente o mais poderoso. Herdeiro de uma família de tradição política, foi nomea interventor (governador) de São Paulo pouco antes da revolução de 32
Em uma jogada em que arriscou reputação, patrimônio e rompeu alianças políticas, ele acabou aceitando o convite dos líderes rebeldes para assumir a chefia civil do movimento, tendo s declarado governador do Estado, independente da vontade de Getúlio.
Com os três meses de conflito e a rendição dos paulistas, Pedro de Toledo foi afastado do governo preso, junto com outros líderes constitucionalistas. Acabou exilado em Portugal e só voltou ao Brasil após a nova Constituição, em 1934. Morreu no Rio de Janeiro, no ano seguinte.
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