Os petroleiros de todo o país aprovaram greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de 15 de dezembro, após rejeitarem mais uma proposta considerada “insuficiente e enroladora” apresentada pela direção da Petrobras.

A paralisação, liderada pela FUP e FNP, expõe o completo fracasso das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2025-2026 sob o governo Lula, que já dura quase três anos sem solução para o equacionamento dos déficits bilionários da Petros, planos que retiram até 40% da renda de aposentados e pensionistas.

A categoria acusa a gestão da estatal, indicada pelo Palácio do Planalto, de priorizar dividendos milionários a acionistas privados enquanto posterga direitos históricos dos trabalhadores e mantém silêncio sobre a defesa da empresa como patrimônio 100% público.

A nova greve ocorre exatamente quando o governo Lula mais precisa demonstrar estabilidade econômica e controle sobre estatais estratégicas, mas o que se vê é o oposto: uma Petrobras refém de disputas internas do PT, com indicações políticas que não conseguem sequer dialogar com a própria base sindical alinhada historicamente ao partido.

A decisão dos trabalhadores de parar a produção nacional de petróleo e gás expõe a fragilidade da narrativa de “reconstrução” vendida pelo terceiro mandato, revelando que, dois anos e meio após a posse, o governo não cumprimento de promessas feitas em campanha aos sindicatos petroleiros transforma apoio em revolta aberta, podendo gerar prejuízos bilionários à economia e novo aumento no preço dos combustíveis em pleno fim de fim de ano.

DIRETO DA REDAÇÃO

error: Conteúdo protegido por direitos autorais.