Pesquisa com cerca de 100 mil pessoas mostra que uma dieta saudável o reduz risco de morte precoce e aumenta a longevidade

Adotar uma alimentação equilibrada pode fazer diferença não apenas na saúde imediata, mas também no tempo de vida. Segundo pesquisadores, pessoas que mantêm padrões alimentares considerados saudáveis podem viver até três anos a mais em comparação com aquelas que seguem dietas de pior qualidade.

A estimativa aparece em um estudo publicado em 2024 na revista científica Current Developments in Nutrition, conduzido por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China.

A pesquisa analisou dados de mais de 100 mil participantes e investigou a relação entre padrões alimentares, predisposição genética à longevidade e risco de morte ao longo dos anos.

Descobertas sobre dieta saudável

O diferencial da análise foi justamente considerar dois fatores ao mesmo tempo: o que as pessoas comem e quais genes carregam. Os cientistas avaliaram variantes genéticas associadas à longevidade para entender se a dieta poderia compensar um perfil genético menos favorável.

Os resultados indicaram que sim. Mesmo entre indivíduos com menor predisposição genética para viver mais, aqueles que aderiram com maior consistência a padrões alimentares saudáveis apresentaram redução significativa no risco de morte por qualquer causa.

De acordo com os dados do estudo, a redução no risco de mortalidade pode chegar a 24 por cento, quando comparados os grupos com melhor e pior qualidade alimentar.

Ao analisar os números, os pesquisadores conseguiram apontar os alimentos mais associados à longevidade.

Alimentação associada à maior longevidade

  • Maior consumo de frutas, verduras e legumes.
  • Presença regular de cereais integrais.
  • Preferência por alimentos naturais ou minimamente processados.
  • Redução de carnes vermelhas.
  • Menor ingestão de alimentos ultraprocessados e ricos em sal

Quando os pesquisadores projetaram esse impacto em expectativa de vida, estimaram que homens aos 45 anos poderiam ganhar entre 1,9 e 3 anos de vida. Para mulheres da mesma idade, o ganho estimado ficou entre 1,5 e 2,3 anos.

Os números representam médias populacionais e não garantias individuais. Ainda assim, reforçam uma evidência crescente de que a alimentação é um dos pilares centrais da longevidade.

Embora a genética desempenhe um papel importante na longevidade, o estudo reforça que escolhas diárias continuam sendo determinantes; e os padrões analisados não se limitam a uma dieta específica. Em vez disso, compartilham princípios semelhantes: foco em alimentos de origem vegetal e redução de produtos industrializados.

Os pesquisadores destacam que a alimentação influencia diretamente o risco de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer — condições que estão entre as principais causas de morte no mundo. Ao reduzir esses riscos, aumenta-se a probabilidade de viver mais e com melhor qualidade.

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