
A resposta foi imediata, na qual desde já agradecemos a atenção e conforme nossa rotina profissional, estamos a publicar o material enviado pela assessoria. Trata-se de um parecer técnico sobre a matéria divulgada no dia de ontem, relatando as reclamações de dezenas de moradores de diferentes regiões da cidade questionando sobre a qualidade da água. Confira a resposta da RIC AMBIENTAL.
Conforme alinhado, encaminhamos os esclarecimentos da RIC Ambiental em relação à matéria publicada e solicitamos, por gentileza, que as informações sejam divulgadas em sua íntegra, a fim de garantir que os leitores tenham acesso a todos os esclarecimentos prestados sobre o tema.
NOTA
A RIC Ambiental esclarece que a sensação de água mais “lisa” ou com aspecto “oleoso”, relatada por alguns consumidores, pode ocorrer em razão das características naturais da água subterrânea, que passou a representar uma parcela significativa do abastecimento de Marília após os investimentos realizados pela concessionária para ampliação da produção de água, com a revitalização de poços do Aquífero Serra Geral e perfuração de dois novos poços profundos no Aquífero Guarani, no distrito de Lácio e no bairro Figueirinha.
A água desses mananciais subterrâneos possui pH naturalmente mais elevado (mais alcalina) e maior concentração de minerais. Essas características podem alterar a sensação ao toque, mas não indicam qualquer problema no tratamento, não comprometem a salubridade nem a potabilidade e muito menos representam risco à saúde da população. O pH mais elevado não é resultado do processo de tratamento, mas uma característica natural desses mananciais. Nenhuma das supostas causas para coceiras apontadas pela matéria em comento pode ser relacionada à água captada e distribuída pela RIC Ambiental. Trata-se de suposição sem nenhuma comprovação físico-química ou técnica.
Toda a água distribuída pela RIC Ambiental atende integralmente aos padrões de potabilidade estabelecidos pelos órgãos reguladores e é submetida a um rigoroso controle de qualidade, com monitoramento permanente. Habitual e regularmente a concessionária realiza a acidificação da água com dióxido de carbono (CO₂) para reduzir essa percepção sensorial, ainda que a ausência dessa prática represente qualquer comprometimento da qualidade ou da segurança da água distribuída.
Os resultados das análises são públicos e podem ser consultados no Relatório Anual da Qualidade da Água, que pode ser consultado em:
https://ricambiental.com.br/relatorio-anual-da-agua/
Em relação aos relatos de odor, coloração ou qualquer outra alteração percebida pelos consumidores, a RIC Ambiental trata todas as manifestações com seriedade. Ocorrem diariamente situações de manutenção da rede, que é antiga e deteriorada em Marília. Nestes casos, é comum a alteração temporária da turbidez (cor) da água, o que deve ser dissipado em poucas horas. Caso os clientes desejem, podem solicitar que seja feita uma análise da água diretamente nas residências pela equipe técnica. Para isso, basta entrar em contato com a Central de Atendimento pelo telefone ou WhatsApp (14) 3434-0220 para informar o ocorrido e solicitar a coleta para análise.
Sobre os supostos aumentos (reajustes) nas faturas mencionados na reportagem, é importante esclarecer que a estrutura tarifária do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Marília é uma das mais módicas do Estado de SP e do país. Aumentos verificados, caso não sejam de aumento de consumo, na maioria das situações, estão relacionados à existência de vazamentos internos, muitas vezes imperceptíveis aos moradores. Nesses casos, a orientação é que o cliente realize testes para identificação de possíveis perdas ou solicite a avaliação de um prestador de serviços hidráulicos de sua confiança. Após o reparo de eventual vazamento, é possível solicitar à concessionária a análise para revisão da fatura, conforme critérios técnicos previstos no Regulamento vigente por força do Decreto Municipal n° 14.441 de setembro de 2024.
Quanto às informações relacionadas à instalação de bloqueadores de ar nos hidrômetros, a concessionária esclarece que a eventual presença de ar na rede não é suficiente para registrar consumo significativo nos hidrômetros. Os medidores utilizados são certificados pelo Inmetro e eventuais registros de ar nos hidrômetros tendem a ser episódicos e de curta duração, não caracterizando, em regra, erro sistemático de faturamento.
Quando ocorrem interrupções temporárias no abastecimento para manutenções, apenas áreas mais elevadas tendem a apresentar algum acúmulo de ar na rede, mas o volume de ar tende a ser pequeno e o impacto na medição geralmente é reduzido ou desprezível. Além disso, os hidrômetros são de responsabilidade da concessionária, que realiza sua instalação, manutenção, substituição e fiscalização, não sendo autorizada a instalação de ventosas (eliminadores ou bloqueadores de ar) em cavaletes de hidrômetros, prática amplamente proibida ou restrita no Brasil. Embora popularmente conhecidos como “poupadores de água”, esses dispositivos são considerados irregularidades técnicas pelas concessionárias de saneamento, por legislação específica e pelas normas técnicas da ABNT, pois são entrada de potenciais microrganismos contaminantes.
A RIC Ambiental reforça que todas as manifestações dos clientes, formalizadas pelos canais oficiais de comunicação com a concessionária, são analisadas de forma individualizada. Nossas equipes permanecem à disposição da população para prestar esclarecimentos, realizar vistorias técnicas e adotar as providências cabíveis sempre que necessário.
DIRETO DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA


