Dados do Ministério dos Transportes, compilados pela Senatran, indicam que houve um crescimento superior a 11% na frota da cidade de Marília entre 2020 e 2025, com destaque para o aumento no número de motocicletas. 

  • Total aproximado (Dez//2025): Mais de 195.000 veículos.
  • Tendência: Crescimento contínuo da frota, com forte participação de motos no aumento

Em consequência da anormalidade que praticamente coloca de um a dois carros por habitante adulto, cresceu assustadoramente a quantidade de oficinas mecânicas em todas as regiões da cidade.

Apenas para ser mais minucioso aos números, consideramos o total de 247 mil habitantes e removendo idosos (60 ou + que em 2022, representava 18,8% da população sendo aproximadamente 44.800 pessoas, mas com o envelhecimento populacional contínuo até 2025, esse número é superior a 45 mil) além de crianças/adolescentes (0-17 anos), a população na faixa etária adulta (18 a 60) representa a maior parte da força de trabalho da cidade, situando-se numericamente acima de 140.000 a 150.000 pessoas onde a maioria hoje possuí seu veículo de locomoção.

Em função disso, Marília apresenta um volume de crescimento no segmento até maior que a média nacional. Até dezembro de 2025, estimativas baseadas em pesquisas do setor apontam a existência de 75 mil oficinas mecânicas em operação no Brasil. 

No entanto, considerando empresas de manutenção e reparação automotiva no sentido mais amplo (CNAE 452), os números indicam uma presença superior a 634 mil empresas ativas, abrangendo uma gama maior de serviços de manutenção. 

Destaques do mercado de oficinas em 2025:

  • Movimentação: O setor de reparação automotiva movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano, apenas em peças e lubrificantes.
  • Desafios: A falta de mão de obra qualificada é um problema crítico, afetando 1 em cada 3 oficinas no país.
  • Crescimento: O mercado de reparação voltou a crescer, com um aumento de 1,6% na demanda por serviços em setembro de 2025.
  • Tendências: O aumento no preço dos carros novos tem impulsionado a procura por serviços de manutenção em carros mais antigos (52,5% desde 2025)

Você tem uma oficina mecânica de confiança?

Quem nunca se sentiu inseguro ao receber um orçamento com valor indigesto da mão de um mecânico? O sentimento é comum porque carro é um bem de consumo que exige mão de obra técnica para reparo e a maior parte da população não entende bem os detalhes de seu funcionamento. E é exatamente por isso que maus profissionais agem de má-fé e acabam sujando a imagem de toda a categoria.

Quem nunca se sentiu inseguro ao receber um orçamento com valor indigesto da mão de um mecânico? O sentimento é comum porque carro é um bem de consumo que exige mão de obra técnica para reparo e a maior parte da população não entende bem os detalhes de seu funcionamento. E é exatamente por isso que maus profissionais agem de má-fé e acabam sujando a imagem de toda a categoria.

Golpe da troca de pneu em oficinas faz 80 vítimas perderem R$ 600 mil

Uma notícia chamou a atenção na imprensa nacional nos últimos dias. Nada diferente do que já aconteceu em Marília. Após diversas denúncias de golpes praticados em oficinas no Distrito Federal, policiais civis da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e Fraudes (Corf) apuraram que uma quadrilha lesou mais de 80 pessoas na capital. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 600 mil.

Os principais alvos eram idosos, escolhidos em razão da maior vulnerabilidade. Ao procurarem a oficina para um serviço simples, como a troca de um pneu, as vítimas eram induzidas a autorizar reparos desnecessários.

Na sequência, surgiam supostos “novos defeitos”, e os orçamentos saltavam para valores entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Quando questionavam as cobranças, as vítimas eram pressionadas, coagidas e até ameaçadas. O esquema era marcado por fraude, intimidação e exploração da boa-fé, especialmente de pessoas idosas.

Mais detalhes:

A Operação Rota Scan III foi realizada nessa quarta-feira (25/2), cinco suspeitos foram presos, entre o chefão que morava no Lago Norte.

O aluguel da mansão do criminoso custava R$ 20 mil e era bancada pelas vítimas, coagidas e ameaçadas durante os serviços,

Ao todo, a Polícia Civil cumpriu 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás.

Contratos em nome de laranjas

As investigações mostram que, apesar de já terem sido alvo de operações anteriores da Corf e de condenações criminais por golpes idênticos, os criminosos continuam atuando no setor de oficinas e pneus. Para escapar da ação policial, alteram contratos sociais e transferem empresas para laranjas, mantendo o esquema em funcionamento.

“Não digo em serviços simples. Mas quando não se tem confiança em um orçamento salgado, é bom buscar um outro local. Nem sempre é golpe, é claro, mas o cuidado vai deixar o dono do carro mais seguro.

Com base em relatos comuns no setor automotivo brasileiro e alertas de órgãos de defesa do consumidor, os golpes aplicados por maus mecânicos geralmente exploram a falta de conhecimento técnico do cliente.

Assim como existem BONS MECÂNICOS, existe também a picaretagem. Por esta razão, O NOSSO JORNAL preparou um resumo dos principais golpes praticados e como evitá-los.

Aqui estão 5 dos golpes mais aplicados no Brasil:

  1. Troca de Peças Desnecessárias (“O Golpe da Peça Boa”): O mecânico retira uma peça que ainda está em bom estado (como pastilhas de freio, velas, amortecedores ou correias) e diz que ela estava danificada, cobrando por uma nova. Às vezes, mostram uma peça velha de outro carro para enganar.
  2. O “Golpe do Pneu” e Alinhamento: Comum em autocenters, a oficina atrai com preços muito baixos para troca de óleo ou alinhamento. Ao desmontar, o mecânico alega que itens de suspensão ou pneus estão condenados, pressionando o cliente a realizar serviços caros e desnecessários com urgência.
  3. Cobrar e Não Trocar (Falsa Substituição): O cliente paga por peças caras (como filtros, óleo sintético, fluidos) ou serviços de alinhamento e balanceamento, mas o mecânico realiza apenas uma limpeza superficial ou simplesmente não realiza o serviço.
  4. “O Carro Ficou Refém” (Orçamento Inflado): Após desmontar partes importantes do veículo para um “diagnóstico” gratuito ou barato, o mecânico inventa problemas adicionais e se recusa a remontar o carro a menos que o cliente autorize o serviço extra, que tem um valor altíssimo.
  5. Substituição por Peças Recondicionadas/Usadas: Cobrar valor de peça original e nova, mas instalar uma peça usada, recondicionada ou de qualidade inferior (“paralela”), enganando o consumidor sobre a procedência e durabilidade.

Como se proteger:

  • Peça as peças velhas: Sempre solicite a devolução das peças substituídas.
  • Solicite Orçamento por Escrito: Antes de aprovar, peça o documento detalhando peças e mão de obra.
  • Busque Segunda Opinião: Se o diagnóstico for muito grave e caro, leve a uma segunda oficina.
  • Desconfie de Preços Muito Baixos: Serviços “muito baratos” costumam ser a isca para vender itens desnecessários.

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