
Sem dúvida, já é o destaque da semana e que, devido à grande demanda de pauta, antecipamos, até para quem sabe suprir a expectativa criada entre os milhares de ouvintes da Rádio Clube de Marília desde a última segunda-feira (23).
Tudo começou na primeira edição do programa jornalístico Fala Cidade em sua primeira edição no período matinal, onde o conhecido radialista e jornalista Amarildo de Oliveira lançou um desafio ao ex-prefeito e ex-deputado estadual e federal, o septuagenário Abelardo Camarinha.
”Fiquei sabendo através de um amigo meu lá da zona norte que vocês vão gastar no mínimo três milhões de reais na campanha para deputado estadual neste ano. Sei o que você andou falando a meu respeito. Vamos fazer o seguinte: eu não vou gastar um centavo e garanto que posso ter mais votos que você, Abelardo, gastando três milhões. BASTA TOPAR O DESAFIO e eu lanço minha candidatura’‘, disse Amarildo de Oliveira.
A declaração gerou um burburinho no meio político da cidade, visto que os antigos lembraram de um confronto ocorrido em 1992, quando Abelardo perdeu a eleição para o radialista Jo Fabiano, vice-prefeito eleito na chapa do saudoso promotor Salomão Aukar, até então desconhecido. FOI UMA DERROTA AMARGA, SENDO A PRIMEIRA DO VETERANO POLÍTICO.
Se de um lado Abelardo Camarinha tem um histórico de quase 50 anos na política, desde vereador, prefeito e deputado, Amarildo de Oliveira tem pelo menos uns 40 anos dedicados ao rádio, mas marcou sua passagem na política exercendo o cargo de vereador na cidade de Bauru, não concluindo o mandato por não concordar com determinações e acordos do partido para com a administração que estava governando a cidade sem limites. Na ocasião, ele foi o mais votado da história da cidade. VAI VENDO…
A fama e o desempenho de radialistas trazem vantagens significativas nas eleições brasileiras, consolidando-os como fortes candidatos, especialmente para cargos legislativos (vereadores, deputados estaduais e federais). Essa vantagem baseia-se na notabilidade pré-existente, na credibilidade conquistada e na intimidade com o ouvinte, transformando a audiência em potencial eleitorado.

Se Abelardo Camarinha leva a desvantagem do desgaste natural de sua carreira política ao longo dos anos e os inúmeros escândalos e derrota sofrida no último pleito, Amarildo de Oliveira pode ser a surpresa que a cidade precisa para respirar nova mudança nos rumos da cidade. Aqui estão as principais vantagens e características que podem favorecer esse desempenho eleitoral:
1. Fama e Notabilidade Instantânea
- Reconhecimento de Nome: Diferente de candidatos desconhecidos, o radialista já entra na campanha com alto índice de reconhecimento. Essa notoriedade é um “pilar” de popularidade que gera apelo imediato.
- Conexão Imediata: A presença diária no rádio cria um vínculo afetivo com o público, especialmente em comunidades locais, onde o radialista é visto como um amigo ou uma voz de confiança.
2. Desempenho e Ferramentas de Campanha
- Uso do “Microfone” como Palanque: Embora a legislação restrinja a participação de pré-candidatos após junho do ano eleitoral (Lei nº 9.504/97), a trajetória no rádio permite que o candidato construa sua imagem de “prestador de serviço” ao longo de anos.
- Credibilidade e “Coronelismo Eletrônico”: Radialistas de programas populares frequentemente se posicionam como intermediários entre a população e o poder público, facilitando doações e soluções, o que gera o chamado “coronelismo eletrônico” ou clientelismo, transformando audiência em votos.
- Dominância no Horário Eleitoral: A facilidade com a oratória e a comunicação direta ajuda a maximizar o tempo de propaganda eleitoral gratuita, tornando a mensagem mais eficiente.
3. Vantagens Estruturais e Políticas
- Independência Partidária: Muitos radialistas se colocam à parte da “relação partidária” tradicional. Eles exibem sua popularidade como trunfo, o que atrai partidos políticos, tornando-os concorrentes difíceis para políticos profissionais.
- “Trampolim Eleitoral”: A propriedade ou o controle direto de rádios por famílias ou políticos (chamados “donos da mídia”) funciona como um mecanismo de manutenção do poder local, utilizando a rádio como ferramenta direta de influência, aponta levantamento do Intervozes.
4. O Desafio da Legislação
Apesar da vantagem, a legislação eleitoral brasileira tenta equilibrar a disputa. A lei proíbe que apresentadores de rádio e TV façam propaganda ou critiquem candidatos após uma determinada data, sob pena de multa e, em casos extremos, cancelamento do registro de candidatura.
Enquanto isso, os ouvintes continuam aguardando a resposta do pré-candidato a deputado estadual, ao ”desafio” lançado pelo radialista Amarildo de Oliveira, que foi bem claro, convidando o mesmo para falar na latinha ou microfone como queiram, oficializando o desafio. Até a publicação desta matéria, o silêncio reinava sobre o assunto.
Marília vive um momento de frustração, mais uma vez. Após inúmeras promessas nas campanhas eleitorais, o que se vê é uma cidade pior do que a administração de Daniel Alonso, principalmente nas áreas da saúde e educação, transporte coletivo, mobilidade, segurança e manutenção nos bairros. A RECLAMAÇÃO É GERAL.
Para pesar ainda mais, Vinicius Camarinha, FILHO DE ABELARDO CAMARINHA, começa a carregar o rótulo de prefeito que criou o IPTU MAIS CARO DO BRASIL, além de criar e elevar taxas a preços altíssimos, e isso pode melar na candidatura do genitor. Por essa razão, o povo manifesta desejo de mudança na representatividade política da cidade. ESTÁ NA HORA DE MARILIA MUDAR O SISTEMA, COMO OUTRAS FIZERAM….
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