Hoje, 3 de julho, é o Dia Internacional Sem Sacolas Plásticas. Esta data tem como objetivo conscientizar sobre o impacto ambiental das sacolas plásticas e promover o uso de alternativas sustentáveis, como sacolas retornáveis. 

O Dia Internacional Sem Sacolas Plásticas é uma iniciativa global que visa reduzir a poluição plástica nos oceanos e em outros ambientes, além de preservar os recursos naturais. As sacolas plásticas podem levar centenas de anos para se decompor e acabam poluindo o meio ambiente, causando danos à vida marinha e acumulando-se em aterros sanitários.  Ao optar por sacolas reutilizáveis, as pessoas podem fazer uma grande diferença na redução do impacto ambiental do plástico.

Além disso, existem diversas opções de embalagens biodegradáveis disponíveis no mercado, que são uma alternativa mais sustentável às sacolas plásticas descartáveis. Neste dia, é importante refletir sobre os nossos hábitos de consumo e buscar alternativas mais sustentáveis para o nosso dia a dia, como levar a própria sacola para as compras e evitar o uso de plásticos de uso único OU A UTILIZAÇÃO DE SACOLAS BIODEGRADÁVEIS.

Em Marília, estamos em contagem regressiva para entrar em vigor a Lei Municipal nº 9.046/2023 que impede o uso de sacolas plásticas em Marília. A determinação impede o comércio da cidade de utilizar sacolas comuns e autoriza apenas sacolas recicláveis, retornáveis ou reutilizáveis.

O tema foi debatido por representantes de órgãos públicos e entidades comerciais da cidade fizeram o anúncio durante audiência pública realizada na câmara da cidade no dia 27 de maio. Agentes de diversos setores afirmaram que a medida será respeitada, fiscalizada e eventualmente, punições serão feitas.

Pelo que diz a lei, os comerciantes da cidade devem se preparar para o cumprimento da lei, bem como das punições, através do artigo 6° que determina multa no valor de R$ 1 mil.

Marília recomenda a substituição por modelos reutilizáveis, recicláveis ou retornáveis e que os estabelecimentos devem informar os clientes com antecedência sobre a nova regra. OS MESMOS LOCAIS ESTARÃO TAMBÉM COMERCIALIZANDO A VENDA DOS NOVOS MODELOS.

A fiscalização começa em 15 de julho e acontecerão através da Divisão de Fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente com apoio do Procon de Marília.

O que impacta menos? A sacola de papel, a convencional, a biodegradável? Será que foi feito um estudo sério quanto a isso para embasar a lei? Qual a melhor opção para a sociedade? Essas são questões muito importantes, para as quais eu honestamente ainda não obtive resposta

INPLUGEP Marília Centenária propõe a utilização de sacola verde biodegradável

Material feito com resina de cana-de-açúcar tem vantagens, mas país ainda está longe de ter sacolas 100% ecológicas

O Instituto de Planejamento Urbano e Gestão de Projetos Marília Centenária, foi fundado em 2018 justamente com o foco na melhoria da qualidade de vida da população, SEJA QUAL FOR A ÁREA.

Seu atual presidente, Lourivaldo Carvalho Balieiro e diretores mantiveram contatos com comerciantes e consumidores para fazer um termômetro da situação, constatando um grande descontentamento, mesmo após a realização da audiência pública realizada na câmara municipal.

Para tanto, e visando SEMPRE CONTRIBUIR, a ONG buscou ideias e experiências em outras cidades que deram certo e estão em pleno funcionamento com coerência e sensibilidade administrativa.

”Nós não estamos se posicionando contra o projeto e que isso fique bem claro. Só achamos que a medida é muito radical e não pode sacrificar somente um dos lados. Como o cidadão ou a dona de casa que está trabalhando e sai do serviço sem uma sacolinha, passa no açougue, por exemplo; vai levar a carne aonde?” Questionou Lourivaldo.

”Nossa preocupação com o meio ambiente também é grande, mas devemos lembrar que quando a lei foi criada, quem ficou a conta foi o consumidor que ainda pagava pela sacolinha. SERÁ QUE A PREOCUPAÇÃO ERA MESMO PROTEGER O MEIO AMBIENTE?” comentou

”Por essa razão, embora não haja mais tempo hábil, estamos colocando para discussão e reflexão a hipótese de utilizar sacolas biodegradáveis, como outras cidades adotaram” declarou.

O novo padrão de sacola foi desenvolvido para adequar-se à coleta seletiva. É feita de cana-de-açúcar, um material renovável. Suporta carregar até 10 quilos e é cerca de 40% maior que as sacolas atualmente distribuídas nos supermercados.

sacola biodegradável é aquela feita com materiais capazes de se decompor sob determinadas condições de luminosidade, temperatura e umidade. Ela pode ser uma alternativa às sacolas plásticas comuns, que levam mais de 400 anos para se degradar na natureza. E geram inúmeros problemas ambientais.

Há uma tendência global de substituição das fontes fosseis por renováveis. Mas localmente o mercado 100% biodegradável ainda é muito pequeno, embora já existam há alguns anos algumas novas indústrias e fornecedores de produtos confiáveis. Falta, porém, um sistema de certificação

A mesma tem a resistência maior e permitirá, por exemplo, o transporte de até três garrafas PET cheias. As novas sacolas serão verdes e apresentarão orientações sobre o acondicionamento adequado dos resíduos recicláveis. Estima-se que o custo para os estabelecimentos é equivalente ao do modelo utilizado atualmente. O novo modelo foi definido em diálogo com os comerciantes e com os produtores das sacolas plásticas.

Uma sacola biodegradável verde é um tipo de sacola plástica feita de materiais que se decompõem naturalmente no meio ambiente em um período relativamente curto, geralmente de meses a alguns anos, ao contrário das sacolas plásticas convencionais que podem levar séculos para se degradar. Essas sacolas são frequentemente produzidas a partir de fontes renováveis, como amido de milho ou cana-de-açúcar, e são projetadas para reduzir o impacto ambiental da poluição plástica.

As sacolinhas descartáveis, que atualmente são distribuídas principalmente nos supermercados, estarão proibidas. Já a sacolinha verde poderia ser usada pelo consumidor para carregar as compras e depois ser reutilizada para descartar o lixo reciclável, que seria enviado a uma das centrais de triagem mecanizadas ou manuais, nas cooperativas. A sacola verde não poderá ser usada para o descarte do lixo orgânico, que deverá ser depositado em sacos de lixo adquiridos para este fim.

”No Brasil só existem 36 usinas de compostagem, enquanto nos Estados Unidos existam 5.749, e na Itália, 300. “Os esforços para evitarmos que todos os nossos resíduos orgânicos compostáveis acabem nos aterros sanitários são fundamentais para a mitigação das mudanças climáticas e o aquecimento global. Esse é o caminho adotado pela Itália, por exemplo, com sacolinhas feitas de amido”, diz Lourivaldo Carvalho Balieiro.

A sacolinha é um vilão porque cria dificuldade em fazer a acomodação das camadas de resíduos e de solo. Dificulta a estruturação por criar bolsões de ar e desequilibrar o aterro.

Qual o tempo de decomposição da sacola biodegradável?

O tempo de degradação das sacolas depende de sua matéria prima. Como já mencionado, a sacola de Plástico PLA, por exemplo, pode levar de seis meses a dois anos para se decompor totalmente. 

EXPLICAÇÃO TÉCNICA: ONG apenas quer a utilização de uma sacola adequada e não a proibição sumária

O plástico verde é produzido com matérias-primas proveniente de fontes renováveis, porém não necessariamente biodegradáveis, ele foi criado com o intuito de diminuir os impactos causados pela indústria petroquímica na produção e comercialização do plástico. A empresa brasileira Braskem, do grupo Odebrecht, foi a primeira a desenvolver a tecnologia de produção de plástico com matéria-prima renovável. A produção do plástico verde ou polietileno verde é proveniente do etanol da cana-de-açúcar. A sua constituição é exatamente igual ao polietileno comum, com as mesmas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações. A única diferença é a matéria-prima utilizada na sua produção.

Já a origem do plástico biodegradável é natural, são aqueles que podem ser totalmente reabsorvidos pelo meio ambiente. Os plásticos biodegradáveis decompõem-se em seus componentes mais simples pela atividade dos microorganismos sendo transformados em substancias mais simples tais como CO2 (dióxido de carbono), H2O (água), CH4 (metano), ao entrar em contato com o solo, com a umidade, com o ar e com a luz solar, ao contrário do que ocorre com as resinas petroquímicas, que permanecem por muito tempo sem sofrer alterações. É aproveitado na geração de energia e/ou na construção de biomassa. Outros produtos podem ser ainda solúveis em água (https://www.iguiecologia.com/chilenos-criam-sacola-plastica-soluvel-em-agua/). Dessa forma, são rapidamente absorvidos na natureza e em certos casos podem até servir de adubo e alimentação animal, eliminando o descarte em aterros sanitários (onde levam até 100 anos para se decompor) e deixando de poluir rios, lagos e oceanos.

É IMPORTANTE DESTACAR que temos que ficar atentos, pois com apenas 51% de matéria-prima renovável (como a cana de açúcar) essa sacolinha ainda é de plástico, não é 100% derivado do petróleo, mas ainda assim é plástico! ‘‘Infelizmente, o polietileno verde não é biodegradável. Mas pode ser classificado como um bioplástico, pois, de acordo com a definição da Associação Europeia de Bioplastico (European Bioplastics Association), plásticos produzidos a partir de fontes renováveis e/ou plásticos biodegradáveis são classificados como bioplásticos ou biopolímeros” concluiu Lourivaldo, presidente da ONG Marília Centenária.

Comerciantes de cidades que adotaram a ideia estão autorizados a distribuir ou vender as chamadas sacolas biodegradáveis, ou biocompostáveis – aquelas não originárias de polímeros sintéticos fabricados à base de petróleo. Essas sacolas devem ser elaboradas a partir de matérias orgânicas, como fibras naturais celulósicas, amidos de milho e mandioca, bagaço de cana, óleo de mamona, cana-de-açúcar, beterraba, ácido lático, milho e proteína de soja e outras fibras.

Os estabelecimentos devem, ainda, estimular o uso das sacolas feitas para serem reutilizáveis, aquelas que são confeccionadas com material resistente e que suportam o transporte de produtos e mercadorias em geral.

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