A ocorrência registrada no inicio da noite de ontem, sexta-feira, vem de encontro com a realidade do Brasil que registrou um aumento nos casos de feminicídio, impulsionado por recordes anuais recentes, maior rigor na tipificação policial e vulnerabilidades em diversos municípios.

O país contabilizou 1.568 mulheres mortas em razão de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, marcando o quarto ano seguido de alta conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O primeiro trimestre de 2026 registrou 399 vítimas (uma a cada 5 horas e 25 minutos), configurando o período mais letal da série histórica para os meses iniciais do ano, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Cerca de 62% a 66% dos crimes ocorrem dentro da residência da vítima, e em mais de 95% dos casos o autor é o parceiro ou ex-parceiro íntimo, mais uma vez sendo confirmada nesta ocorrência registrada na zona norte de Marília.

Segundo as informações, o filho estava estranhando a ausência e falta de contato com a mãe, e resolveu se dirigir até a residência da mesma para saber o que estava acontecendo.

Ao chegar no local, encontrou o imóvel fechado, acionando então um chaveiro para fazer a abertura do portão e da porta. Ao adentrar a residência, o homem se deparou com marcas de sangue espalhadas pelo imóvel e chegando até um dos quartos, onde localizou o corpo da mãe sobre a cama.

Polícias Militar e Civil foram acionadas e no local preservaram a área para os trabalhos de investigação. A Polícia Científica realiza a perícia no imóvel, objetivando esclarecer as causas, circunstâncias da morte e o possível intervalo de tempo do óbito. A vítima não foi identificada como Rosimar Andrade e Silva, de 64 anos .

Preliminarmente há a possibilidade de que a vítima estivesse morta desde quarta-feira (29) ou quinta-feira (30). A informação, no entanto, ainda depende de confirmação da perícia. A ocorrência é tratada inicialmente como suspeita de feminicídio.

DIRETO DO PLANTÃO POLICIAL

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