
Grupo Estado afirma que operação na frequência FM será encerrada no dia 15 de maio. Marca continua, mas tem o novo objetivo de ampliar a presença no ambiente digital.
A Rádio Eldorado, tradicional emissora de São Paulo, fundada em 1958, vai encerrar sua operação no dia 15 de maio, após quase 70 anos no ar. A informação foi confirmada pelo Grupo Estado em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23).
A Eldorado era considerada uma referência em curadoria musical e jornalismo cultural, tendo marcado gerações de ouvintes na capital paulista. Ao anunciar o encerramento, a empresa agradeceu aos profissionais e ouvintes que fizeram parte da trajetória da rádio ao longo das décadas.

A decisão ocorre após o fim da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM. A mudança também faz parte de um reposicionamento estratégico, com o objetivo de priorizar a presença digital.
Apesar do fim da transmissão em FM, a marca Eldorado não será descontinuada. Segundo o comunicado, projetos e programas da emissora serão adaptados a novos formatos, com foco em vídeo e plataformas online.
A empresa cita como exemplo os programas Som a Pino e Clube do Livro, que passarão por reformulação.
Nos últimos anos, o grupo tem investido em conteúdo digital e audiovisual, com ampliação da atuação em site, aplicativo, redes sociais e vídeo. A aquisição da NZN, em 2025, também reforçou essa estratégia, ampliando a capacidade de produção e distribuição.
O Grupo Estado afirma que mudanças no consumo de áudio — especialmente o avanço das plataformas de streaming e a queda do consumo de rádio tradicional — impactaram o modelo de operação das emissoras FM.

A Rádio Eldorado vai encerrar suas transmissões no dial em maio de 2026.
E aqui não estamos falando de qualquer emissora.
Estamos falando de qualidade de verdade, programação refinada e uma rádio que sempre respeitou o ouvinte.
Por isso, a pergunta é inevitável:
Se até a Eldorado não resistiu… quem resiste?
Não faz sentido… e é isso que preocupa
A decisão do Grupo Estado veio acompanhada de justificativas:
Mudança no consumo de áudio (streaming e podcasts)
Reestruturações estratégicas
Redução de custos operacionais
Fim de parcerias da frequência
Tudo isso faz sentido no papel.
Mas na prática?
Como uma rádio desse nível simplesmente sai do dial?
O dial continua… mas uma história sai
A frequência 107,3 FM em São Paulo seguirá ativa, agora com o Grupo Bandeirantes de Comunicação.
Ou seja:
O rádio continua ali
Mas uma identidade forte está indo embora

O rádio ainda é gigante, só esqueceram disso
Enquanto todo mundo fala de streaming, tem milhões de brasileiros que:
Ligam o rádio no carro todos os dias
Trabalham ouvindo rádio
Confiam mais no locutor do que em algoritmo
O rádio ainda é companheiro, imediato e humano, coisa que nenhuma playlist entrega.
O digital não matou o rádio
O Spotify não conversa com você.
O algoritmo não manda abraço.
A IA não entra ao vivo na sua cidade.
Quem faz isso é o rádio.
E isso continua tendo valor, MUITO valor.
Então por que a Eldorado saiu?
E é aqui que a discussão pega.
Porque mesmo com tudo isso… a Eldorado está deixando o FM.
Isso mostra uma coisa clara:
o cenário mudou!
Nem sempre é sobre qualidade.
Às vezes é estratégia, custo, mercado… DECISÕES que vão além do microfone.
O fim da Eldorado no dial não apaga sua história.
Muito menos diminui o rádio.
Mas deixa um alerta:
Até os melhores estão sendo impactados.
E você, como vê isso?
O rádio está sendo subestimado…
ou estamos vivendo uma nova fase inevitável?
DIRETO DA REDAÇÃO


