Em 2026, o Brasil já registrou 47 casos da doença, a maioria com quadros leves ou moderados, sem registro de óbitos até o momento. O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificar precocemente casos de mpox após a notificação do primeiro caso do ano em Porto Alegre.

O alerta ocorre em meio à confirmação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), do surgimento de uma nova variante do vírus mpox, identificada recentemente no Reino Unido e na Índia.

Segundo a OMS, a nova variante é resultado da recombinação entre dois grupos genéticos do vírus, conhecidos como Clados 1b e 2b.

Até agora:

  • Foi confirmado um caso no Reino Unido (detectado em dezembro de 2025);
  • Um caso na Índia, com sintomas registrados em setembro de 2025;
  • Ambos os pacientes haviam realizado viagens internacionais antes da infecção;
  • Nenhum desenvolveu sintomas graves.

A OMS alerta que o fato de dois casos apresentarem a mesma cepa recombinante, mesmo com semanas de intervalo, pode indicar a existência de outros casos ainda não identificados.

Situação do vírus no Brasil

A mpox ganhou projeção internacional em 2024, quando foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela OMS — o nível mais alto de alerta da entidade.

Na ocasião, o Brasil chegou a ocupar a segunda posição no ranking global de casos, atrás apenas dos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde reforça que mantém vigilância ativa e protocolos de monitoramento, especialmente para pessoas com histórico recente de viagens internacionais.

No Brasil, o estado de São Paulo contabiliza, até esta sexta-feira (20), 44 casos confirmados de mpox em 2026, segundo o painel de monitoramento do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies). Em todo o ano de 2025, o estado teve 422 casos confirmados. E desde 2022, quando o vírus foi confirmado no estado, houve no total 6.048 casos confirmados.

O que é mpox?

A mpox é uma doença zoonótica causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre principalmente por:

  • Contato próximo e prolongado com pessoa infectada;
  • Contato com lesões na pele, bolhas ou crostas;
  • Contato com fluidos corporais;
  • Compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama.

Os sintomas podem surgir entre 3 e 21 dias após a exposição e incluem:

  • Erupções cutâneas ou lesões na pele
  • Febre
  • Ínguas (linfonodos inchados)
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Calafrios
  • Fraqueza

As lesões podem aparecer no rosto, tronco, mãos, pés, boca e regiões genital e anal. A transmissão ocorre desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões.

Doença costuma evoluir de forma benigna; óbitos são observados em imunossuprimidos

O virologista da UFMG e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Poxvírus INCT-Pox, Flavio Guimarães, explica que normalmente a doença evolui de forma benigna e que os óbitos observados no Brasil e no mundo são de pessoas com algum tipo de comorbidade, como o HIV.

O Brasil tem um estoque de vacina para o mpox, mas ela é usada principalmente em homens que fazem sexo com homens e em profissionais de saúde.

O médico destaca que os sintomas do mpox são muito parecidos com os da catapora e por isso é importante fazer o diagnóstico correto.

“A infecção se inicia com sintomas inespecíficos, como febre e dor nos linfonodos. Eles ficam inchados e depois surgem os sinais mais evidentes, com vesículas que se transformam em pústulas e depois geram crostas, virando feridas com crostas. As crostas depois cicatrizam e caem, deixando cicatrizes”, explica Guimarães.

O que é o vírus recombinante identificado

A recombinação viral é um processo natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético, gerando uma nova variante.

A nova cepa recombinante do vírus é formada por elementos genéticos de dois diferentes lados – grupo de vírus que descendem de um mesmo ancestral comum.

No caso descrito pela OMS, a nova cepa reúne características dos clados Ib e IIb do vírus da mpox. A análise genética indica que os dois pacientes foram infectados pela mesma variante recombinante, embora tenham adoecido com algumas semanas de diferença. Isso sugere que pode haver mais casos ainda não identificados.

Ribeirão Preto confirma dois casos de Mpox em 2026

Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou dois casos de Mpox em 2026, conforme dados atualizados até a última quarta-feira (11). As informações constam no Painel da Mpox, que monitora os registros da doença no município.

Os dois pacientes diagnosticados são homens. Um deles tem idade entre 30 e 39 anos. O outro pertence à faixa etária de 40 a 49 anos.

Casos de Mpox

Desde 1º de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde investigou cinco casos suspeitos de Mpox. Dois exames tiveram resultado negativo. Um paciente ainda aguarda diagnóstico.

Até o momento, a cidade não registra óbitos relacionados à doença em 2026.

EM MARÍLIA: Números não foram divulgados.

A exemplo da atual situação da COVID, os números ainda não foram divulgados sobre a real situação em Marília. No entanto, o espaço está em aberto para o processo de prevenção na cidade.

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