Avião decolou no Aeroporto da Pampulha, caiu e bateu em um prédio no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte

As autoridades identificaram as vítimas do avião que caiu e bateu em um prédio no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. O acidente aconteceu no início da tarde desta segunda-feira (4).

Cinco pessoas estavam na aeronave. O corpo de Bombeiros confirmou dois óbitos no local e informou que três passageiros foram socorridos e levados para o Hospital João XXIII, sendo que a terceira vítima morreu em procedimento, não resistindo aos ferimentos.

Um dos passageiros que foi resgatado em estado grave do acidente aéreo em Belo Horizonte, morreu no início da noite desta segunda-feira (4). A informação foi confirmada Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais.

As vítimas fatais foram identificadas como:

  • Fernando Moreira Souto, de 36 anos, empresário;
  • Wellington Oliveira Pereira , de 34 anos, piloto.
  • Leonardo Berganholi Martins, 50 anos, que estava internado em estado grave, mas não resistiu.

Entre os outros feridos estão um jovem de 25 e outro sobrevivente tem 53 anos.

Vítimas são empresários que viajavam para Sâo Paulo

Igor Afonso, amigo dos passageiros, informou que as vítimas são empresários que viajavam para uma reunião de negócios em São Paulo. Ele conversou com a reportagem da Itatiaia em frente ao Hospital João XIII.

“A gente está aqui no hospital aguardando melhores notícias, melhores informações para tranquilizar toda a família, mas é um momento de muita tristeza, de muito abalo, um sentimento muito ruim. E a gente continua aqui orando a Deus para que Tudo ocorre da melhor forma possível“, disse.

De acordo com o amigo, a aeronave saiu de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri de Minas Gerais, fez escala em Belo Horizonte e seguia para São Paulo.

Fernando Moreira Souto, que morreu no acidente, é filho de Nilo Souto (PDT), prefeito de Jequitinhonha, cidade localizada no Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais.

Avião caiu e bateu em prédio

O Corpo de Bombeiros (CBMMG) informou que foi acionado para a ocorrência às 12h21. A aeronave de pequeno porte caiu e bateu em um prédio de três andares na rua Ilacir Pereira Limas, no bairro Silveira.

Os dois óbitos foram confirmados no local pelo médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Outras três vítimas ficaram presas às ferragens e foram socorridas em estado grave. Nenhum morador do edifício ficou ferido.

Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette e passarão por exames de necropsia. As circunstâncias do acidente são apuradas pela Polícia Civil (PCMG).

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para levantar informações necessárias à investigação.

Em nota, a NAV Brasil, que administra a torre de controle do Aeroporto da Pampulha, informou que o piloto declarou emergência MAYDAY, após a decolagem e que foram acionadas as equipes de emergência aeroportuária.

“Esta Empresa Pública destaca que o órgão de controle prestou o serviço de navegação aérea em conformidade com as normas e procedimentos vigentes, aplicáveis a situações de emergência”, afirmou.

A Defesa Civil de Belo Horizonte foi mobilizada para a ocorrência e informou que realizará uma vistoria no local para avaliar danos e riscos ao prédio.

Moradora de prédio atingido por avião relata alívio: ‘A ficha ainda não caiu’

Moradora do andar atingido por um avião em Belo Horizonte, na segunda-feira (4), a assistente social Alva Maria Miranda, de 67 anos, relatou alívio por não estar em casa no momento do acidente.

Alva Miranda estava no trabalho no momento em que o prédio foi atingido, sendo comunicada sobre o caso pelo grupo de moradores. “A ficha ainda não caiu, ainda estou enxergando tudo em câmera lenta. Estou em estresse pós traumático, sem conseguir raciocinar ou falar direito”, declarou.

Assim como os demais moradores, a assistente social ainda não retornou para o prédio enquanto os trabalhos de perícia seguem sendo realizados pelas autoridades. Contudo, ela disse não temer pela estrutura. “É um prédio antigo, bem estrutura e seguro, feito com tijolo e cimento mesmo”, emendou.

Ela ainda lamentou o acidente e prestou solidariedade para as cinco vítimas do acidente, dois mortos e outros três em estado grave, todos a bordo da aeronave. “Eu fico muito triste com as vidas que se foram. A pessoa levantou para trabalhar e aconteceu o que aconteceu com eles. Mas eu sei que cada um tem sua caminhada, é orar pelo espírito deles e seguir a caminhada”, completou.

Três mortos e dois feridos

O acidente deixou duas pessoas mortas no local, com o óbito constatado pelo médico do Samu. As outras três vítimas ficaram presas às ferragens e foram socorridas ao Hospital João XXIII, no Centro de Belo Horizonte. Nenhum morador do edifício ficou ferido, sendo que a terceira no hospital. 

Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette e passarão por exames de necropsia. As circunstâncias do acidente são apuradas pela Polícia Civil (PCMG). Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para levantar informações necessárias à investigação.

DIREYO DA REDAÇÃO COM IMAGENS E VIDEO DA ITATIAIA

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