
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou leve melhora no estado geral de saúde, mas continua em situação delicada enquanto permanece sob custódia.
A declaração foi feita após visita ao pai e veio acompanhada de críticas ao que classificou como condições desumanas no local onde o ex-presidente está detido.
Segundo Flávio, Bolsonaro teria sofrido uma queda durante a madrugada, ao tentar se levantar da cama. De acordo com o senador, o ex-presidente bateu a cabeça e machucou o pé, e não conseguiu lembrar com exatidão como ocorreu o acidente.

Flávio disse que o episódio reforça que o pai não teria condições de permanecer sozinho, defendendo acompanhamento permanente e cuidados de saúde.
Diante disso, o senador voltou a pedir que seja concedida prisão domiciliar em caráter humanitário, alegando que o risco à integridade física do ex-presidente é alto e que ele precisa de assistência constante, inclusive de familiares e enfermagem.
“Tortura psicológica” por barulho e restrição de visitas
Flávio Bolsonaro também denunciou o que chamou de “tortura psicológica”, relatando que no local onde Jair Bolsonaro está custodiado há barulho intenso e constante de ar-condicionado, inclusive durante a noite, prejudicando o descanso e agravando o quadro emocional.
Outro ponto citado foi a limitação de visitas, que, segundo o senador, ocorre apenas em dois dias na semana, por 30 minutos, o que dificultaria tanto o convívio familiar quanto articulações políticas. Flávio criticou uma portaria da Polícia Federal e afirmou que a medida teria sido criada para isolar o ex-presidente.

Críticas ao Judiciário e questionamentos sobre a execução da pena
Durante a fala, Flávio também questionou o fato de o mesmo ministro que participou do julgamento atuar na execução da pena, defendendo que o caso deveria estar sob responsabilidade de um juiz de execução da Justiça Federal em Brasília.
Além das declarações sobre a prisão do pai, o senador confirmou que tem feito viagens internacionais com objetivo de se apresentar como pré-candidato à Presidência, citando passagens pelos Estados Unidos e planos de ir a outros países para encontros com lideranças conservadoras.
Carlos relata piora na saúde de Bolsonaro; médico foi chamado

O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou, neste domingo (11), que o médico do ex-presidente Jair Bolsonaro foi chamado à prisão após agravamento do quadro de saúde, com crises de soluço que evoluíram para azia constante e dificuldade para se alimentar e dormir.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Carlos disse que o pai também apresenta abalo psicológico e que a situação é agravada pelo fato de permanecer sozinho na cela. Ele relatou ainda que a defesa protocolou novo pedido de prisão domiciliar humanitária no fim de semana, que ainda não foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o texto, uma foto anexada à publicação mostraria Bolsonaro em crise de vômito, associada às sequelas da facada sofrida em 2018.

Carlos Bolsonaro também listou os crimes pelos quais o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão e classificou as decisões como injustas. Ele afirmou que o pai não estava no Brasil em 8 de janeiro de 2023 e negou que houvesse liderança ou organização armada por parte de Bolsonaro.
Leia na íntegra:
Prezados,
O médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir. É perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária.
Neste fim de semana, a defesa do Presidente Jair Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF, que, até o presente momento, lamentavelmente não foi apreciado.
– A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula.
Os crimes pelos quais Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão:
1. Destruição de patrimônio
2. Destruição de patrimônio tombado
Jair Bolsonaro estava em Orlando (EUA). Não se encontrava na Praça dos Três Poderes. Portanto, não destruiu absolutamente nada.
No Direito Penal vigora o princípio da individualização da pena. Ainda assim, nesses dois crimes, Bolsonaro foi condenado injustamente.
3. Organização criminosa armada
No dia 8 de janeiro, nenhuma arma foi apreendida. Não se tratou de movimento armado. Foi uma manifestação sem a participação ou liderança de Jair Bolsonaro, que saiu do controle, com a exaltação de alguns poucos manifestantes.
Trata-se de mais uma condenação injusta.
4. Golpe de Estado
5. Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Não se pode falar em golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios. Os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança. Posteriormente, contraditoriamente, condena-se Jair Bolsonaro como líder dos fatos de 8 de janeiro, mesmo ele estando fora do país. O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito.
Mais uma condenação injusta.
Atenciosamente,
Carlos Bolsonaro
DIRETO DA REDAÇÃO


