Após mais de 11 horas de sabatina na CCJ, Senado votou nesta noite indicação de Jorge Messias, escolhido por Lula para vaga no Supremo

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi confirmada em votação no plenário da Casa, etapa final do processo de análise.

Messias foi rejeitado por 42 votos a 34. A votação foi secreta. Messias precisava de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.

Trata-se da primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Horas antes, a CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado havia aprovado a indicação por 16 votos a 11.

Horas antes, a CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado havia aprovado a indicação por 16 votos a 11.

Jorge Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a rejeição, o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo, que precisa do aval do Senado para assumir.

Quem é Jorge Messias

Natural de Recife (PE), Messias tem 46 anos, é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Brasília (UnB). Desde 2007, integra a carreira de procurador da Fazenda Nacional. Atuou em diferentes áreas do Executivo, incluindo o Banco Central e o BNDES, mas ganhou visibilidade durante o governo Dilma Rousseff (PT) ao ocupar a subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência.

Foi nesse cargo que se envolveu, ainda que indiretamente, em um dos momentos críticos da crise política de 2016. Messias foi citado em uma conversa telefônica entre Dilma e Lula, divulgada pelo então juiz Sergio Moro. No áudio, a presidente afirmava que enviaria o termo de posse para Lula assumir a Casa Civil e mencionava Messias (pronunciado como “Bessias” devido à qualidade do áudio) como o responsável por entregar o documento.

O que acontece agora?

Com a rejeição, o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo, que precisa do aval do Senado para assumir

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