O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que foi o responsável por uma operação militar realizada em território venezuelano e declarou que o presidente Nicolás Maduro teria sido capturado durante a ação.

A declaração foi feita pelo próprio Trump em redes sociais, onde ele classificou a ofensiva como uma operação “decisiva” contra o regime venezuelano. Segundo o ex-presidente americano, Maduro teria sido retirado do país, embora não tenha fornecido detalhes sobre o local para onde ele foi levado nem apresentado provas da captura.

Relatos iniciais indicam que explosões foram registradas durante a madrugada em diferentes regiões da Venezuela, incluindo áreas próximas à capital, Caracas. Informações apontam para ataques coordenados envolvendo alvos estratégicos e instalações militares.

Em resposta, o governo venezuelano divulgou nota oficial repudiando o que chamou de “agressão militar estrangeira” e anunciou estado de emergência nacional.

O ministro da Defesa venezuelano declarou que as Forças Armadas permanecem mobilizadas e prontas para reagir a qualquer presença estrangeira em solo nacional. A população foi convocada a manter vigilância e acompanhar comunicados oficiais.

No cenário internacional, o episódio provocou forte repercussão e gerou preocupação sobre uma possível escalada do conflito na América do Sul. Até o momento, organismos multilaterais e líderes globais adotam cautela diante das informações contraditórias divulgadas pelas partes envolvidas.

A situação permanece em desenvolvimento, com versões divergentes e ausência de confirmação independente sobre o paradeiro do presidente venezuelano.

Oposição da Venezuela diz que captura de Maduro foi “negociada”

Fontes dentro da oposição venezuelana informaram que a captura do presidente Nicolás Maduro foi “negociada”. O presidente dos
EUA, Donald Trump, confirmou, neste sábado (3/1), ter capturado Nicolás Maduro e o levado para fora do país após atacar Caracas, capital da Venezuela.

Segundo a Sky News, membros da oposição dizem acreditar que a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, fez parte de uma “saída negociada”.

  • A tensão na América Latina e no Caribe se intensificou nos últimos meses após os EUA anunciarem ataques ao território da Venezuela.
  • Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões se prolongaram. Em meio ao agravamento do cenário, Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
  • Nicolás Maduro havia se mostrado disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º/1).
  • No fim de novembro de 2024, os dois presidentes chegaram a conversar. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”. O presidente da Venezuela, porém, afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.
  • Desde a conversa, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe, e avançou com a ofensiva que começou no segundo semestre do último ano.
  • A ação se soma a outras realizadas por forças norte-americanas enviadas para a região em meados de agosto de 2024. A mobilização militar inclui fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.
  • Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região.

O ataque à Venezuela ocorre dois dias após Maduro anunciar que estaria disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos. Ele afirmou que precisaria conversar seriamente com Trump, “com fatos em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso”.

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