
Está se tornando rotina na cidade de um dos IPTU’s mais caros do Brasil por metro quadrado. Nos últimos 40 anos a cidade perdeu grandes indústrias, ganhando apenas supermercados e farmácias.
Uma história de decadência, falta de apoio e estrutura nos distritos industriais, ausência de incentivos e criação de taxas e empecilhos dificultando a permanência e bloqueando novos investimentos que acabam escolhendo as cidades vizinhas. INCRÍVEL.
Nos últimos 40 anos, Marília (SP) consolidou-se como a “Capital Nacional do Alimento”, embora em sua maioria proibidos para consumo até nas escolas e pelos nutricionistas.
Além da falta de uma politica para atrair investimentos, também enfrentou reestruturações econômicas severas que levaram ao fechamento, falência ou migração de indústrias históricas e multinacionais, principalmente nos setores metalúrgico, alimentício e de bens de consumo.

As perdas industriais e de grandes corporações mais marcantes no município incluem:
A Anderson, Clayton & Co. (ACCO), icônica multinacional de origem norte-americana que marcou o início da industrialização de Marília, encerrando suas atividades no município na década de 80, seguindo um processo global de desestruturação e venda de suas operações.
A fábrica operava desde os anos 1940 na região, com foco na produção de óleo comestível bruto, margarinas e processamento de algodão e amendoim, sendo uma das maiores empregadoras e impulsionadoras do desenvolvimento urbano e cultural da cidade na época.

Na década de 90 perdemos a famosa Antarctica. A antiga unidade industrial ligada à Companhia Antarctica Paulista em Marília encerrou suas atividades de produção deixando saudades no inicio da avenida Castro Alves.
Outra lembrança nos remete a Indústria e Comércio de Biscoitos Xereta que fechou as portas e decretou falência por volta de 2006 em Marília, deixando centenas de trabalhadores sem direitos trabalhistas. A paralisação das atividades ocorreu de forma caótica, acumulando dívidas com cerca de 700 credores e ex-funcionários.

Mais uma perda importante, a Yoki Alimentos. A multinacional mantinha uma importante planta industrial na Zona Norte da cidade, focada principalmente no processamento de amendoim. A fábrica gerava centenas de empregos diretos, mas foi desativada em 2016 como parte de uma reestruturação estratégica da General Mills (controladora da marca).
E olha que não para por aí, pois ainda mencionamos o Bradesco fundado em 10 de março de 1943 na cidade de Marília, por Amador Aguiar, com a proposta original de ser um banco democrático voltado para o atendimento de trabalhadores, pequenos comerciantes e imigrantes e hoje, consolida-se como uma das maiores redes financeiras da América Latina, com atuação completa em serviços bancários, seguros e investimentos, mas com sede em Osasco.
Se aprofundarmos, chegaremos a TAM, Táxi Aéreo Marília que surgiu em 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre o Paraná e os Estados de São Paulo e do Mato Grosso.
Após seis anos, o grupo é comprado pelo empresário Orlando Ometto, tem a sua sede mudada para São Paulo e também muda o seu perfil ao começar a transportar apenas malotes. Até o seu museu fica fora de Marília, mais
precisamente na cidade de São Carlos.

E claro, a penúltima até então. Estamos falando do Supermercados Tauste fundado em Marília no dia 24 de outubro de 1991, inaugurado como uma pequena loja no bairro Palmital (na Zona Norte, próximo à Avenida República), contando com apenas 8 funcionários e 3 caixas, dentre elas, a atual gerente do Tauste Norte, Rosangela.
Como já informamos em uma MATÉRIA EXCLUSIVA, o Centro Administrativo do conceituado Supermercados Tauste foi transferido para a pujante cidade de Sorocaba, distante cerca de 350 quilômetros. Segundo as informações, até um dos sócios proprietários e principal acionista teria fixado residência no referido munícipio, deixando a cidade dos dinossauros.
Fim de uma história

O comentário unânime nas conversas de bar, nas redes sociais e no transporte coletivo neste final de semana sem dúvida é o encerramento das atividades das Indústrias Sasazaki com 83 anos de atuação e considerada a empresa de portas e janelas de aço e alumínio que mais lançou inovações no mercado.
Foi a primeira empresa do setor de esquadrias metálicas a obter a certificação NBR ISO 9001, pelo seu Sistema de Gestão da Qualidade. Também foi a primeira indústria a atender ao Programa de Certificação de Esquadrias para Edificações, uma garantia de que o Sistema de Gestão da Qualidade e os produtos da marca atendem às normas vigentes e foram avaliados e certificados por uma empresa certificadora acreditada pelo INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.
UM TRISTE FIM. Funcionários da empresa Sasazaki, de Marília, receberam aviso de demissão em massa no dia de ontem, sexta-feira (25). As atividades da empresa estão paralisadas e a orientação interna é que o setor de recursos humanos dará encaminhamento às rescisões a partir da próxima terça-feira (29).
Segundo as informações, nos últimos três anos , a Sasazaki reduziu de cerca de 600 para aproximadamente 270 funcionários e enfrentou atrasos de pagamentos e greves.

A Sasazaki conta com um parque industrial com tecnologia própria, instalado em 72 mil m2 de área construída, localizado em Marília. Empresa 100% nacional, realiza altos investimentos para desenvolver esquadrias adequadas às necessidades de mercado. São soluções que asseguram segurança, conforto e design para diferentes públicos.
Um pedaço da história de Marília apagado. Os mais antigos se lembram das atividades na avenida Brasil e a grande movimentação. Da fabricação de lamparinas e máquinas agrícolas à posição de referência em esquadrias de aço e alumínio na América Latina, com forte atuação e liderança no segmento em exportação.
A classe empresarial e ex funcionários hoje vivem o luto de uma gigante da cidade que não mais abrirá suas portas. Uma trajetória atravessando gerações até chegar a essa crise financeira que culminou na recuperação judicial e, agora, no encerramento das atividades.
REALIDADES DIFERENTES: Enquanto isso, Garça ganha mais emprego, renda e desenvolvimento com empresa MEC PET, de São Carlos

Marilia chora as pitangas diante do silencio da classe politica, mais preocupada com a quantidade de wind banner’s nas ruas, mas Garça comemora a chegada de uma grande fábrica.
A empresa MEC PET, de São Carlos, formalizou junto à Prefeitura de Garça a ocupação de uma área no novo Distrito empresarial para a construção de sua nova fábrica. Segundo o proprietário, as obras começam em breve e a expectativa é gerar cerca de 80 novos empregos diretos para a população.
É o mais oportunidade é renda chegando. E não para por aí: outras empresas já estão finalizando as documentações e formalizações para dar o start em seus projetos e iniciar a produção em solo garcense.
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