
No Dia Mundial do Diabetes, o cuidado começa muito antes da insulina
Muita gente acha que o diabetes é só uma questão de controlar o açúcar no sangue, né? Mas a verdade é que ele vai muito além disso. Quando o açúcar fica alto demais, ele começa a “estragar” o caminho por onde o sangue passa. É como se fosse uma ferrugem que vai corroendo os vasos aos pouquinhos, sem fazer barulho — até causar um problema maior.
O cirurgião vascular Dr. Caio Focassio explica que o grande perigo do diabetes é justamente o que a gente não vê. O açúcar em excesso danifica as paredes das artérias, envelhece os vasos e atrapalha a circulação.
E o pior é que isso pode acontecer mesmo em pessoas jovens. Tem estudo mostrando que um diabético de 40 anos pode ter vasos parecidos com os de uma pessoa de 60! Aí fica mais fácil entender por que tanta gente com diabetes acaba tendo problema no coração, no cérebro ou nas pernas mais cedo.
E sabe onde os primeiros sinais costumam aparecer? Nos pés. É ali, bem quietinho, que o corpo começa a dar o alerta. O Brasil ocupa a 6ª posição no ranking global do diabetes, com mais de 16 milhões de adultos diagnosticados; uma em cada três pessoas com a doença ainda não foi diagnosticada
Quando a pessoa tem diabetes, ela pode perder um pouco da sensibilidade nos pés — o que significa que uma feridinha simples pode passar despercebida. E se o sangue não circula bem, essa ferida demora a cicatrizar, pode inflamar e virar uma infecção séria.

No Brasil, o diabetes é responsável por mais de 70% das amputações que não têm relação com acidentes. E o mais triste é saber que a maioria delas poderia ser evitada com mais atenção, acompanhamento e prevenção.
O Dr. Caio costuma dizer que a amputação é o fim de uma história que poderia ter sido diferente. Coisas simples do dia a dia já fazem uma baita diferença: olhar os pés todos os dias, secar bem entre os dedos, não andar descalço e procurar um médico se aparecer qualquer ferida. Parece detalhe, mas é cuidado que salva.
E tem outro ponto que pouca gente lembra: não adianta só medir a glicose. Também é importante checar como anda a circulação. Existem exames bem simples, como o Doppler, que mostram se o sangue está chegando direitinho em todos os cantos do corpo.
Segundo o médico, esse tipo de exame deveria ser tão comum quanto o teste de glicemia, porque ajuda a identificar entupimentos nas artérias antes que os sintomas apareçam.
O diabetes também pode afetar a microcirculação, que são aqueles vasinhos que levam oxigênio e nutrientes pros tecidos. Quando isso não vai bem, até uma bolha pode ser sinal de alerta. “Uma bolha em um pé diabético não é só uma bolha”, explica o doutor. “Ela mostra que a circulação está pedindo socorro.”

No fim das contas, o açúcar em excesso funciona mesmo como uma ferrugem: vai corroendo os vasos aos pouquinhos, sem a gente perceber. Por isso, o cuidado precisa vir antes, com prevenção, acompanhamento e carinho com o próprio corpo. Porque quando a gente cuida cedo, evita muita dor lá na frente.
Segundo o Atlas Global da doença, publicado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) no início do ano, 589 milhões de pessoas do mundo todo, entre 20 e 79 anos, sofrem com o problema. Somente no Brasil são mais de 16 milhões de adultos com a condição, deixando o país na sexta colocação do ranking mundial, perdendo apenas para China, Índia, EUA, Paquistão e Indonésia – todos mais populosos que o Brasil.
O dado representa um aumento de quase 6% em quatro anos, visto que o número de casos no atlas de 2021 era de pouco mais de 15 milhões. Especialistas apontam que esse dado pode ser ainda maior, devido ao subdiagnóstico da doença. “Cerca de uma em cada três pessoas com diabetes ainda não sabe que tem a doença. Isso acontece porque o diabetes é uma doença silenciosa, que costuma apresentar sintomas apenas em fases mais avançadas”, revela Luiza Esteves, endocrinologista do Hospital São Marcelino Champagnat.
Ainda de acordo com a IDF, o diabetes foi responsável por 3,4 milhões de mortes no mundo em 2024, o que representa uma morte a cada seis segundos. No Brasil, foram 111 mil óbitos por diabetes no mesmo período, uma média de 304 mortes diárias. Além disso, os custos gerados pela doença também são alarmantes. O país é o terceiro que mais gasta com o diabetes, direcionando mais de 45 bilhões de dólares para os tratamentos e sequelas da doença (R$ 239 bilhões na cotação atual).
Marília tem 12% da população convivendo com a doença

É provável que Marília tenha mais de 30 mil diabéticos. Uma reportagem de 2013, baseada em informações da associação local, apontava que o diabetes atingia cerca de 10% da população da cidade e região na época.
Com base na população de Marília, que era de quase 238 mil habitantes no Censo de 2022, e considerando que a prevalência de diabetes no Brasil tem crescido, a estimativa de 10% da população sugere um número superior a 23 mil pessoas apenas na cidade, podendo facilmente ultrapassar 30 mil atualmente se incluirmos a região e o aumento da incidência da doença.
É importante ressaltar que muitas pessoas com diabetes ainda não sabem que têm a doença, o que significa que o número real de casos pode ser ainda maior do que as estimativas oficiais com o aumento dos casos, inclusive entre crianças e adolescentes.
Nesta sexta-feira (14), Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) faz um alerta: a doença é crônica e, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa, podendo permanecer sem diagnóstico por anos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a condição. Desses, cerca de 46% desconhecem o diagnóstico, o que representa milhões de pessoas vivendo sem tratamento adequado.
É ADMIRÁVEL, mas, infelizmente ao contrário de outras cidades, a administração do prefeito Vinícius Camarinha mostrou até o momento da publicação desta matéria total falta de preocupação com uma temática tão importante.
Nem a secretária responsável pela pasta, Paloma Libanio, que na realidade não faz nada sem a chancelada do chefinho e menos ainda o galã das telas que sequer gravou algo nos TIK TOK da vida sobre o tema. AS REDES SOCIAIS SERVEM APENAS PARA USO DE PROMOÇÃO PESSOAL.

O Dia Mundial do Diabetes, em 14 de novembro, também tem como símbolo a cor azul. Em referência ao Novembro Diabetes Azul, a Prefeitura de Bauru, através da Secretaria de Saúde, promove ações de conscientização sobre os reflexos da diabetes na saúde e mortalidade da população, promovendo a ampliação dos cuidados nas unidades de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba realiza, no próximo sábado (15), o Mutirão para Detecção da Retinopatia Diabética, uma das complicações mais comuns que pode afetar tanto as pessoas com diabetes tipo 1 quanto o tipo 2, sendo a causa mais frequente da cegueira adquirida.
A ação será realizada em parceria com a Zatti Saúde, que administra as Unidades Básicas de Saúde por meio de convênio com a Prefeitura de Araçatuba, e a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) de Birigui, em comemoração ao Dia Mundial do Combate à Diabetes (14 de novembro).
Nesta sexta-feira (14), comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. Em homenagem a data, Presidente Prudente (SP), foi palco de uma mobilização pela saúde e pela qualidade de vida das pessoas com diabetes tipo 1.
A Câmara Municipal sediou uma audiência pública para discutir políticas públicas e o acesso aos sensores de glicemia, dispositivos utilizados no controle da glicose e na prevenção de complicações crônicas da doença.
O evento também buscou conscientizar a população sobre o papel dos alarmes de hipoglicemia, que ajudam a salvar vidas em situações de risco, além de fortalecer a luta por mais políticas públicas voltadas às pessoas com diabetes tipo 1.
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