
A cidade de Marília é feminina não só no nome, mas em toda a sua essência com marcas de grandes mulheres que fizeram e continuam fazendo a diferença em diferentes áreas de forma estratégica e que sempre acabam contemplando o bem comum. Coisas da sensibilidade que só elas possuem.
É uma das poucas cidades cantada em prosa e verso pelo saudoso cantor e compositor Moraes Moreira falecido em 2020, que compôs a música ”Mulher e Cidade Marília ” em 1981, homenageando o município de Marília, no interior de São Paulo.
A canção foi inspirada pela frase “Marília, Símbolo de Amor e Liberdade” que ele leu na fachada da prefeitura. “Estava no ônibus com a banda. Na hora peguei o violão e fiz a canção. Minha esposa na época também tinha o nome Marília”, explicou.
Principais detalhes sobre a homenagem:
- Inspiração: Em 1981, após um show no Yara Clube, Moraes Moreira foi tocado pela frase na prefeitura e compôs a música.
- Homenagem: A Prefeitura de Marília reconheceu essa singela homenagem ao cantor, destacando a canção.
- Legado: A música é um registro de carinho do artista pela cidade paulista
Dia Internacional da Mulher: por que comemoramos essa data?

O que o Dia Internacional da Mulher significa para você? Um momento de celebração, reflexão ou até de luta?
Todos os anos, no dia 8 de março, essa data ganha destaque em todo o mundo, trazendo homenagens, mensagens carinhosas e, principalmente, a lembrança da trajetória de conquistas e desafios enfrentados pelas mulheres ao longo da história.
Mais do que uma comemoração, esse dia reforça a importância de reconhecer e valorizar as lutas por direitos e melhores condições de vida. O tema tem um impacto social profundo e contribui para a jornada do empoderamento feminino.
Dia da Mulher: qual a origem da data?

A história do Dia da Mulher começou há mais de 100 anos, ainda no século XIX, a partir de uma série de eventos em diferentes lugares do mundo. Na época, as condições precárias de trabalho e a desigualdade econômica e política levaram milhares de mulheres às ruas para lutar por seus direitos.
Com os protestos ganhando força, a ativista Clara Zetkin sugeriu, durante uma conferência na Dinamarca, em 1910, a criação de uma mobilização global anual em defesa dessas pautas. A ideia ganhou força e o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado no ano seguinte, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Depois disso, outros acontecimentos contribuíram para consolidar uma data específica para marcar a luta das mulheres. Em março de 1911, um incêndio em uma fábrica têxtil em Nova Iorque vitimou 125 trabalhadoras. As más condições de trabalho geraram revolta e reivindicações no país.
Já em 1917, no dia 23 de fevereiro pelo calendário russo – ou 8 de março pelo calendário gregoriano, adotado em 1918 pelos soviéticos –, cerca de 90 mil operárias se reuniram na Rússia para protestar contra a fome e pelo fim da guerra.
O movimento ficou conhecido como “Pão e Paz” e deu origem à celebração do dia da “mulher heroica e trabalhadora” no país.
Mas o Dia Internacional da Mulher só foi oficializado em 1975, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o 8 de março para lembrar as conquistas políticas e sociais das mulheres. Após mais de um século, a data segue como uma importante referência para marcar as lutas das mulheres e a busca pela equidade de gênero.
Por que a cor roxa é um símbolo deste dia?
O roxo é uma cor que foi historicamente associada ao movimento feminista e à luta pelos direitos das mulheres. Durante o início do século XX, as mulheres que lutavam pelo direito de voto nos Estados Unidos, conhecidas como sufragistas, muitas vezes usavam a cor roxa como parte de sua identidade visual.
Além disso, o roxo também é uma cor que simboliza criatividade, coragem e dignidade, características frequentemente associadas às mulheres e à sua luta por igualdade e reconhecimento.
Assim, a cor acabou se tornando um símbolo do Dia Internacional da Mulher, representando uma maneira de homenagear e reconhecer a força, a resiliência e as conquistas ao longo da história.

Qual a importância do Dia da Mulher para o empoderamento feminino?
Mais do que um evento para homenagens e presentes, o Dia da Mulher é um momento para valorizar as conquistas e reforçar a busca contínua pelos direitos e segurança das mulheres. A celebração também procura conscientizar sobre os desafios e a importância da equidade de gênero.
Podemos dizer que a data é um convite para toda a sociedade refletir sobre diversas questões, tais como violência de gênero, representatividade feminina, desigualdade econômica e social, direitos fundamentais e espaço das mulheres no mercado de trabalho.
A participação das mulheres no mercado de trabalho tem crescido globalmente, especialmente nos países do G20, conforme dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No Brasil, a taxa de participação feminina aumentou de 34,8% em 1990 para 52,2% em 2023, embora tenha atingido 54,3% em 2019, antes da pandemia de Covid-19.
Apesar desses avanços, as disparidades salariais entre homens e mulheres persistem, e metade dos países do G20 integra a Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial (EPIC).
As mulheres ainda recebem 20,7% a menos do que os homens segundo o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. Neste mesmo documento, fica evidenciado que a média salarial dos homens é de R$ 4.495,39; já a das mulheres é de R$ 3.565,48.
Em cargos de liderança e gestão, as mulheres recebem, em média, 27% a menos que os homens, enquanto em posições de nível superior, a disparidade salarial atinge 31,2%. O relatório também revelou que 55,5% das empresas utilizam planos de cargos e salários como critério para definir as remunerações.
Todas essas mobilizações relacionadas à data contribuem para o empoderamento feminino. Ou seja, para dar visibilidade e fortalecer as mulheres e suas lutas.
Desafios atuais e a luta pela igualdade de gênero
O Dia Internacional da Mulher não é apenas um momento de celebração, mas também um convite à reflexão. Afinal, mesmo com tantas conquistas ao longo dos anos, a busca por igualdade de direitos ainda enfrenta desafios diários.
Ainda hoje, muitas mulheres ganham menos que homens ocupando os mesmos cargos e desempenhando as mesmas funções. Essa diferença salarial não se deve à competência, mas sim a preconceitos e estereótipos de gênero que ainda persistem no mercado de trabalho.
Além do trabalho formal, grande parte das mulheres carrega o maior peso das tarefas domésticas e do cuidado com os filhos. Isso impacta suas oportunidades de crescimento profissional e bem-estar, tornando urgente a necessidade de uma divisão mais equilibrada dessas responsabilidades.
A violência contra a mulher continua sendo uma realidade preocupante. Além da violência física e psicológica, muitas ainda enfrentam situações de assédio no trabalho e em espaços públicos. O combate a essa realidade passa pela conscientização, implementação de leis mais rígidas e criação de redes de apoio eficazes.
O avanço no acesso à educação para mulheres é inegável, mas ainda há barreiras, especialmente em áreas como tecnologia, ciência e liderança empresarial. Garantir oportunidades iguais desde a infância é essencial para reduzir essa desigualdade no futuro.
As mulheres ainda são minoria em cargos de liderança e tomadas de decisão. No entanto, quando estão nesses espaços, promovem políticas mais inclusivas e sociais. Incentivar a participação feminina na política e em empresas é um passo fundamental para um futuro mais igualitário.
Como o empreendedorismo feminino contribui para a autonomia financeira da mulher?
O empreendedorismo feminino é um importante aliado para enfrentar os diferentes desafios lembrados no Dia da Mulher. Ele contribui, por exemplo, para o empoderamento e autonomia das mulheres, além de ajudar a reduzir as desigualdades de gênero — os dados apresentados acima confirmam isso.
Quando as mulheres têm oportunidade de gerir o próprio negócio, elas têm maior liberdade e autonomia financeira, sem precisar depender de outras pessoas para garantir uma vida mais tranquila para si e para suas famílias.
Essa independência financeira também é fundamental para ajudar a romper com os ciclos de violência doméstica e familiar. Afinal, quando a mulher consegue se manter e manter seus filhos, por exemplo, são menores as chances de ela se sentir presa a essa situação.
Além de segurança e autonomia, o protagonismo das mulheres na liderança das empresas favorece a maior representatividade feminina no mercado de trabalho. Isso ajuda a tornar o cenário menos desigual e, inclusive, a inspirar outras mulheres a buscarem condições melhores na vida pessoal e profissional.
Apesar das conquistas nas últimas décadas, levantamentos mostram que as mulheres ainda enfrentam inúmeros desafios econômicos e sociais no seu dia a dia. Nesse contexto, a mobilização da sociedade e das organizações pode colaborar na construção de um mundo melhor para todos.
Dicas para mulheres empreendedoras
Empreender é um grande desafio, mas também uma oportunidade incrível de conquistar independência e realizar sonhos. Para isso, planejamento e conhecimento são essenciais. Confira algumas dicas que podem ajudar as mulheres a crescer no mundo dos negócios!
- Manter as contas em dia é fundamental para a saúde do seu empreendimento. Separe os gastos da empresa dos seus gastos pessoais, acompanhe todas as entradas e saídas e tenha uma reserva financeira para imprevistos. Ferramentas como planilhas ou aplicativos de controle financeiro podem ser grandes aliadas.
- Ter uma rede de apoio faz toda a diferença no mundo dos negócios! Conectar-se com outras empreendedoras pode gerar novas oportunidades, parcerias e até mesmo aprendizado com quem já passou pelos mesmos desafios que você. Participe de grupos, eventos e encontros do seu setor para trocar experiências e fortalecer seu nome no mercado.
- Nunca pare de aprender! O mundo dos negócios está sempre mudando, e se atualizar é essencial para se destacar. Busque cursos sobre gestão financeira, marketing digital, vendas e liderança. Muitos deles são gratuitos e podem ser feitos online. Além disso, participe de treinamentos e eventos voltados para o empreendedorismo feminino — além de aprendizado, é uma ótima chance de expandir seu networking!
Abaixo, você confere algumas iniciativas gratuitas voltadas ao empreendedorismo feminino:
- O programa “Ela Pode” oferece capacitações gratuitas focadas no desenvolvimento de habilidades essenciais para o sucesso da mulher empreendedora ou que busca inserção no mercado de trabalho. Realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora com o apoio do Google, o programa aborda temas como comunicação, liderança, finanças, networking, entre outros. As capacitações estão disponíveis online e incluem certificado de conclusão.
- Idealizado pelo Grupo Boticário, o “Empreendedoras da Beleza” é um programa 100% gratuito que oferece cursos com técnicas atualizadas no segmento de beleza. Além de acesso a profissionais renomadas, as participantes recebem certificado reconhecido e têm a oportunidade de participar de campanhas de incentivo, como premiações e vouchers para a compra de produtos.
- O “Mulheres em Foco” é uma iniciativa do Sebrae que apoia o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e técnicas de mulheres empreendedoras, proporcionando maior confiança, autoestima e independência em suas jornadas. O curso é exclusivo para mulheres e aborda temas relevantes para o empreendedorismo feminino.
Vamos juntos tornar o mundo um lugar melhor?
O Dia Internacional da Mulher é um momento especial para refletirmos sobre os desafios que as mulheres ainda enfrentam e, ao mesmo tempo, celebrarmos suas conquistas. E dentro desse cenário o cooperativismo tem um papel essencial, ajudando mulheres a alcançarem autonomia financeira, se fortalecerem no mercado de trabalho e construírem um futuro com mais igualdade.
Que tal aproveitar essa data para repensar como todos nós podemos contribuir para uma sociedade mais justa e sem desigualdade de gênero? Pequenas atitudes fazem a diferença!
Confira oito mulheres que fizeram ou fazem a diferença na história de Marília

Marília possui um ecossistema ativo de mulheres que fazem a diferença, destacando-se no empreendedorismo, na liderança comunitária, na educação e na saúde. Mais de 50% do empreendedorismo da cidade é liderado por mulheres, englobando artesãs, gastronomia, moda e terapias.
Aqui estão algumas das iniciativas e perfis de destaque na cidade:
- Grupo Mulheres Empreendedoras de Marília: Atua fortemente na valorização do “feito à mão” e participa de eventos locais como o Domingo da Família, impulsionando a economia criativa.
- Liderança e Setor de Beleza/Moda: Mulheres como Isadora Canhadas (23 anos), que administra lojas de moda renomadas, representam a nova força de trabalho e liderança jovem.
- Destaque na Saúde e Educação: Mulheres que atuam no Hospital Beneficente Unimar e na Universidade de Marília (Unimar) são reconhecidas por “inspirar, transformar e cuidar”.
- Concurso de Beleza e Talento (Miss Marília): Sofia Silvério (Miss Turismo Intercontinental) e Eloa Gasparoto (Miss Marília Fashion Week 2025) são exemplos de jovens que elevam o nome da cidade no setor de moda e representatividade.
- Cultura e Comunidade: Selmy Menezes é destaque na área cultural.
- Ação Social e Direitos Humanos: O Centro de Referência da Mulher e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social realizam ações contínuas para o empoderamento feminino e defesa de equidade de gênero.
Essas mulheres e redes de apoio demonstram força e superação, criando um impacto positivo significativo na comunidade mariliense. O NOSSO JORNAL COLOCOU NA PASSARELA ALGUMAS DESTAS LADY’S, DESTAQUES EM SUA ÁREAS DE ATUAÇÃO
ELAS ESTÃO NA PASSARELA

Fernanda Mesquita Serva
Possui graduação em Direito pela Universidade de Marília (2007). É Mestre em Direito pela Universidade de Marília (2011) e Doutora em Educação pela Unesp de Marília (2020). É Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Ação Comunitária da Universidade de Marília, onde atua na gestão educacional, gestão de equipe, planejamento e acompanhamento de atividades administrativas e acadêmicas da IES.
Coordena e/ou participa de diversos projetos de extensão, dentre os quais se destacam: Amor de Criança, Transformando Crime em Cidadania, Transformando Vidas, CAR Solidário, Programa contra Abuso Sexual Infantil e outras formas de violência contra crianças e adolescentes, entre outros. Desde 2010 é membro da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da Universidade de Marília.

Márcia Mesquita Serva Reis
É marilienses, mãe de dois filhos e há quase três décadas trabalha na área da saúde. Formada em Administração de Empresas pela Unimar, possui especializações na área de administração hospitalar. Atualmente é presidente da Associação Beneficente Hospital Universitário e diretora superintendente do Hospital Beneficente Unimar (HBU Unimar).

Virginia Maria Pradella Balloni
Virgínia é sinônimo de trabalho, dedicação e amor pela Gota de Leite”. A mesma é voluntária da entidade há quatro décadas. Economista, que passou a integrar a maternidade quarenta anos antes como tesoureira e, dia após dia, se envolveu mais e mais com o propósito da instituição.
Há 28 anos Virgínia ocupa a liderança e comando da Gota de Leite com dinamismo, determinação e amor, como ela mesma sempre enfatiza sentir por esta entidade e pelo que ela representa para a população de Marília e região.

Tammy Regina Grippa
É uma otimista incorrigível que preside a Associação “Amor de Mãe” fundada em 2007, acreditando sempre na providência divina quando tudo parece estar perdido. Em quase 20 anos de funcionamento, a ONG passou por várias fases.
Concebida para assistir crianças em situação de vulnerabilidade social e suas mães, através de um projeto profissionalizante, a entidade tem um histórico de muitas batalhas.
Tammy, ex-freira, é uma abdicada que com muito trabalho e dedicação
conquistou uma sólida reputação pela seriedade dos serviços prestados. Graças a esse empenho, a ONG assiste 350 crianças e adolescentes, sendo que 90 deles, além de participarem dos projetos culturais e esportivos, recebem suporte educacional e fazem as refeições (café da manhã, almoço e café da tarde) no local.

Mariana Gonçalves Ferreira
Mariana é Analista de Negócios Sênior no Sebrae-SP, atuando na região de Marília. Com pós-graduação em Gestão de Pequenos Negócios pela FGV, ela é especialista em projetos estruturados, desenvolvimento local, turismo e gestão de unidades Sebrae Aqui. Ela é reconhecida por sua atuação na articulação de parcerias e fomento ao desenvolvimento loca
Atuação e Destaques:
- Gestão de Projetos: Atua ativamente no desenvolvimento de projetos de turismo, incluindo o turismo gastronômico e a Região Turística Alto Cafezal.
- Empreendedorismo Feminino: Atua no apoio ao empreendedorismo, destacando a liderança feminina na região de Marília.
- Capacitação: Realiza palestras e oficinas, como a “Atendimento ao Cliente: agregando valor ao meu negócio”.
- Valorização Regional: Envolvida em ações de reconhecimento, como a implementação do Selo Arte. sp.agenciasebrae.com.br +5

Nayara de Fátima Mazini Ferrari
Pesquisadora sobre o uso terapêutico de cânabis, possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (2006). Mestre em Ensino e Saúde pela Faculdade de Medicina de Marília (2021).
Servidora Pública no Departamento Regional de Saúde – IX – Marília, atuou como Articuladora de Saúde Mental e Diretora Técnica de Saúde I. Tem experiência na área de Políticas Públicas de Saúde, com ênfase em Planejamento, Monitoramento e Avaliação em Saúde, Saúde Materno-infantil e Saúde Mental.
Diretora Executiva Institucional da ABRACAMED – Associação Brasileira de Cannabis Medicinal. Vice-presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de Marília (COMAD). Idealizadora e organizadora do Seminário sobre Cannabis Medicinal do Centro-Oeste Marília (2019, 2022). Primeira mulher com coragem para apresentar o seu nome como candidata a prefeita da cidade.

Selma Regina Alonso
Ela conseguiu o que parecia impossível. A esposa do prefeito Daniel Alonso fez o que muitos julgavam improvável: “levou o marido” para as comunidades. O salto alto e a roupa social foram trocadas pela rasteirinha e o vestido simples e não foram empecilhos para o bom trânsito e a receptividade nas periferias.
O trabalho de Selma Regina Alonso, primeira-dama de Marília e presidente do Fundo Social de Solidariedade, ganhou destaque na pandemia com ações bem reconhecidas pela sociedade em geral. O ponto alto da administração de Daniel Alonso.
Em função destas ações, derrubou o estigma criado pela oposição de administração apartada do povo e ligada somente aos ricos. Em redutos onde a oposição garantia ter espaço consolidado, a primeira-dama posou a vontade para as fotos com as moradoras, comandava orações no meio da rua e confortava mulheres que vivenciam dramas sociais e exclusão.
Graças ao empenho, a ex-primeira-dama conquistou, junto ao Fundo Social de Solidariedade Estadual e à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, a vinda do Programa “Cesta Verde” para Marília. Também realizou um trabalho glamoroso em favor dos mais necessitados.

Fátima Vilela Bulgarelli
A incansável. Talvez seja esta a palavra para definir a Professora e ex-diretora da Emei Walt Disney, Fátima Vilela Bulgarelli, esposa de Mário Bulgarelli, que foi prefeito da cidade. Fez do fundo social de solidariedade uma extensão do gabinete executivo. Organização ao extremo.
Para ela, o fundo social era uma causa e como tal transformou completamente o modo de se fazer política social na cidade. Ousada e bem articulada, selou parceria com o extinto CAMOM (Conselho das Associações de Moradores de Marília) para implantar o CURAS (Cadastro Único Regionalizado de Ações Sociais) .
Com isso, realizou uma dinâmica de distribuição de cestas básicas mais organizadas do Centro-Oeste Paulista com o cruzamento de dados documentais das famílias cadastradas pelas entidades. Quem pegava cesta básica na igreja não pegava no Fundo Social, quem pegava no centro espírita não retirava no Fundo Social. Em consequência, as cestas básicas pararam de ser moeda de troca para o tráfico de drogas e eram distribuídas com um número bem maior de produtos e contemplavam mais famílias.
A iniciativa possibilitou a distribuição de cestas básicas durante todo o ano e não somente no natal. Além disso, realizou por anos campanhas do agasalho campeãs de arrecadação com toneladas de roupas, até hoje nunca ultrapassadas.
E não para por aí, a mesma liderava campanhas de doação de sangue e donativos para entidades, asilos, casas de recuperação e etc…. Foi sem dúvida uma das mais empenhadas e comprometidas no cargo de primeira-dama e presidente do Fundo Social que sob sua gestão tinha mais de vinte colaboradoras. Um exemplo a ser seguido.
DIRETO DA REDAÇÃO


