Grupo Mateus promove reestruturação com demissões e fechamento de lojas

O Grupo Mateus, um dos gigantes do setor varejista no Brasil, realizou uma significativa reorganização de suas operações, resultando na demissão de 6,6 mil colaboradores funcionários em 2025. Essa redução equivale a 13,9% do quadro total da empresa, que passou de 47,9 mil para 41,2 mil funcionários. Além dos cortes de pessoal, a companhia encerrou as atividades de 28 lojas no último ano.

As demissões ocorreram em seis estados das regiões Norte e Nordeste: Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Pará. Segundo a empresa, a medida foi necessária para realizar ajustes operacionais e capturar ganhos de eficiência.

O processo foi embasado em análises históricas e comparações internas (benchmarks) entre diferentes formatos e contratos, visando eliminar distorções e otimizar o impacto financeiro. Apesar da reestruturação, o grupo mantém sua relevância no mercado nacional, ocupando o terceiro lugar no ranking da Abras, atrás apenas do Carrefour e do Assaí Atacadista.

A trajetória da rede está ligada à história de seu fundador, Ilson Mateus Rodrigues, que hoje tem 63 anos. Antes de se tornar um empresário de sucesso, Rodrigues teve uma origem humilde e chegou a trabalhar como garimpeiro em Serra Pelada, no Pará.

O negócio começou em 1986, com uma pequena mercearia na cidade de Balsas (MA), onde ele vendia produtos como cachaça. A estratégia que impulsionou o crescimento foi a compra de mercadorias a prazo para revenda à vista, o que permitiu uma rápida capitalização. Com o passar dos anos, o empreendimento evoluiu de uma simples mercearia para um complexo que inclui supermercados, atacado e hipermercados, consolidando-se como uma das maiores forças do varejo regional.

Aos 50 anos, Gang, a rede que foi icônica para gerações de jovens no Rio Grande do Sul fechará lojas

Aos 50 anos, a rede que foi icônica para gerações de jovens no Rio Grande do Sul deixará de ter loja física exclusiva. A Gang, fundada em 1976, não terá mais ponto próprio e suas coleções vão entrar no mix da rede da mesma família, do Grupo Lins Ferrão, a Lojas Pompéia, além de seguir no digital. 

A Gang, fundada em 1976, não terá mais ponto próprio e suas coleções vão entrar no mix da rede da mesma família, do Grupo Lins Ferrão, a Lojas Pompéia, além de seguir no digital.

Os fechamentos serão feitos gradualmente e devem ocorrer “ao longo de dois meses”, esclarece o grupo. No comunicado para explicar a decisão, o Lins Ferrão cita “cenário de transformações” e mudança “acelerada nos hábitos de compra” e exemplifica com a geração Z (Gen Z), que combina o consumo entre “ambientes digitais e físicos”.

“Gang marcou uma geração. A gente lamenta a medida, mas entendo que é um novo momento da marca, com otimização e concentração de negócios”, reage o presidente da CDL Porto Alegre, Carlos Klein.

“Os novos jovens não se identificam apenas com uma marca. É uma pena, pois é uma loja tradicional (centro de Santa Maria), com muitas décadas na cidade”, presidente do Sindicato dos Lojistas Região Centro, Ademir José da Costa.

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