O curso de Medicina da Universidade de Marília (Unimar) recebeu, há menos de seis meses, visita in loco do Ministério da Educação, ocasião em que obteve nota máxima, atestando a excelência do projeto pedagógico, da infraestrutura, do corpo docente altamente qualificado e da metodologia inovadora adotada.

A Unimar, assim como outras Instituições de Ensino Superior (IES) do país, recebeu com estranheza o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).

Os insumos matemáticos utilizados para a composição da nota final atribuída à Medicina Unimar divergem daqueles anteriormente publicados pelo próprio Ministério da Educação. Essa divergência foi oficialmente reconhecida pelo próprio MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que admitiu a existência de inconsistências nos dados utilizados para o cálculo das notas do ENAMED, decorrentes da utilização de uma nota de corte diferente da previamente estabelecida – https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/01/20/agenda-de-empresas-governo-admite-erro-em-dados-sobre-faculdades-de-medicina.ghtml

Outro ponto relevante diz respeito ao desempenho dos estudantes: 107 alunos formandos do Curso de Medicina da Unimar, em 2025, foram considerados proficientes no ENARE, processo seletivo nacional de residência médica que utiliza a nota do ENAMED para acesso direto, entretanto, esses mesmos alunos não estão sendo integralmente considerados proficientes no resultado oficial do ENAMED. Essa inconsistência evidencia uma contradição nos critérios adotados e carece de esclarecimentos técnicos.

Em primeira consulta realizada junto ao Ministério da Educação, a Universidade foi informada de que a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) garantirá o direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme os ritos legais, antes de aplicação de qualquer medida coercitiva.

O curso de Medicina da Unimar segue positivamente avaliado, reconhecido e autorizado pelo MEC, com indicadores sólidos de qualidade acadêmica.

A Universidade de Marília seguirá acompanhando atentamente o tema e adotando todas as medidas institucionais cabíveis para assegurar a correção dos dados, a transparência do processo avaliativo e a preservação dos direitos de sua comunidade acadêmica. A Unimar não descarta a judicialização da demanda, caso venha a constatar qualquer violação aos interesses e aos direitos de seus alunos.

DIRETO DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA

error: Conteúdo protegido por direitos autorais.