A Sabesp começa a trocar 4,4 milhões de hidrômetros na capital paulista e em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Serão instalados equipamentos conectados à internet, e a promessa é a de que os clientes poderão detectar vazamentos e consultar o consumo do dia anterior, hora a hora, pelo aplicativo da companhia, o que permitiria mais controle e economia.

Segundo a Sabesp, serão substituídos 1,3 milhão de hidrômetros só neste ano. O restante será trocado até 2029 nas duas cidades, como cumprimento do que foi estabelecido em contrato com a privatização da companhia. A Vivo é a parceira da empresa no projeto, que tem investimento previsto de R$ 3,8 bilhões.

A Sabesp também prevê a instalação de grandes medidores conectados ao longo do sistema, o que pode ajudar no gerenciamento de perdas da própria rede da companhia.

Na prática, o sistema também acaba com a necessidade de leituristas e dá fim às cobranças por média de consumo, quando não é possível o acesso ao hidrômetro.

Os medidores funcionam por meio de uma bateria que tem duração prevista de 10 anos, com uma garantia contratual dada pela própria Vivo. O primeiro foi instalado em 10 de dezembro, na sede da Sabesp, em Pinheiros, na zona oeste da capital.

Questionada pelo Metrópoles, a empresa diz que a troca não deverá ter impacto no fornecimento de água dos imóveis, podendo ser realizada em poucos minutos. Os clientes serão informados com antecedência, inclusive sobre como devem identificar os trabalhadores responsáveis pela substituição.

Segundo a Sabesp, a mudança dos hidrômetros será feita de forma pulverizada em todas as regiões da capital paulista e de São José dos Campos simultaneamente, e não bairro a bairro. Na maior cidade do Vale do Paraíba, existe a previsão de concluir os trabalhos ainda em 2026.

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