
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal José Dirceu foi ao X – antigo Twitter – criticar o Jornal Nacional e a TV Globo por não citar os empresários Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann em uma reportagem sobre a operação da Polícia Federal sobre a fraude contábil nas Americanas.
Dirceu classificou a cobertura como “vergonhosa” e defendeu publicamente a regulamentação dos veículos de comunicação. Um velho e tresloucado fetiche do PT.
“JN ontem vergonhosamente ocultou o nome de Beto Sicupira e Paulo Alberto Lemann na reportagem sobre a fraude nas Americanas. Um fiasco”, escreveu o petista. “Um descaso com os fatos e um desrespeito à cidadania e à obrigação impositiva de informar os fatos, e não escondê-los”, complementou ele.
Depois, ele soltou essa pérola.
“Uma prova de que não são só as Big Techs que precisam de regulação”.

A fraude nas Americanas
Como mostramos nesta quinta-feira, 26, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude contábil bilionária envolvendo a varejista Americanas.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além das diligências, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio determinou o bloqueio de bens e valores de investigados em até 54 bilhões de reais, montante que, segundo os investigadores, corresponde ao prejuízo estimado causado pelas fraudes identificadas nos balanços da companhia.
A nova etapa da investigação teve como objetivo esclarecer se acionistas da empresa e representantes de grandes bancos privados tinham conhecimento ou participação nas irregularidades apontadas pela força-tarefa.
Segundo a PF, ex-executivos da Americanas estruturado um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da companhia. A prática teria ocultado dívidas bilionárias e apresentado ao mercado uma situação financeira mais favorável do que a realidade, elevando o valor das ações negociadas na Bolsa.

Os investigadores afirmam que os executivos recebiam bônus vinculados ao desempenho financeiro da empresa e também teriam lucrado com a valorização artificial dos papéis.
De acordo com a Polícia Federal, as manipulações envolveram principalmente operações conhecidas como risco sacado e verbas de propaganda cooperada (VPC).
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