
Uma das mais pujantes empresas de ônibus do Brasil e que nos últimos anos deu um salto na prestação de serviços reconhecido principalmente pelos seus usuários. A mesma foi parceira deste portal de notícias durante anos, mas infelizmente por interferências políticas acabou interrompendo a profícua parceria.
A crise enfrentada pela Empresa Guerino Seiscento (SP) aumenta a cada dia que passa e ganhou um novo capítulo com a decisão da diretoria colegiada da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que rejeitou o recurso administrativo da empresa e manteve a suspensão cautelar de 23 linhas interestaduais. Permanecem interrompidas importantes ligações entre os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.
A decisão ocorre meses após a mudança no comando da empresa. João Carlos Seiscento deixou a condução estratégica da companhia, enquanto as sócias Márcia Seiscento e Irani Seiscento assumiram a administração. Desde então, a empresa passou a enfrentar uma sucessão de desafios regulatórios e administrativos.

O processo foi instaurado pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres após denúncia da Empresa de Transportes Andorinha (SP). Segundo a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, há indícios de operação de mercados interestaduais não contemplados nas autorizações vigentes. A Empresa Guerino Seiscento (SP) contesta esse entendimento e busca reverter a decisão nas esferas administrativa e judicial, argumentando que a medida prejudica a concorrência e os passageiros.
A manutenção da suspensão afeta diretamente milhares de usuários. Entre as linhas interrompidas está a tradicional ligação entre Tupã (SP) e São Paulo (SP), utilizada por pacientes em tratamento médico, estudantes, trabalhadores e famílias da região onde a Empresa Guerino Seiscento (SP) está sediada.
Os impactos também já atingem os funcionários da empresa.

De acordo com o Portal Mais Tupã, colaboradores, sob condição de anonimato por receio de represálias, relataram que parte dos motoristas começou a ser colocada em férias e que cresce o temor de demissões caso as operações não sejam restabelecidas. Agências de venda de passagens também enfrentam queda no faturamento em razão da paralisação das linhas.
Embora não seja possível estabelecer relação de causa e efeito entre a mudança no comando societário e a decisão da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, o momento vivido pela Empresa Guerino Seiscento (SP) evidencia que as alterações administrativas e a condução da estratégia jurídica têm produzido reflexos significativos.
É evidente que neste momento de crise a empresa deveria usar a expertise do sócio afastado João Seiscento, para tentar alternativas as negativas da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. O custo dessa crise vem sendo suportado, principalmente, pelos passageiros, que perderam importantes opções de transporte, e pelos trabalhadores, que agora convivem com a incerteza sobre a manutenção de seus empregos.

Enquanto a Empresa Guerino Seiscento (SP) não consegue sucesso junto a Agência Reguladora, outras empresas de transporte conseguem vitórias em pleitos praticamente idênticos, como é o caso da Auto Viação Gadotti (SC), que conseguiu autorização judicial obrigando a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres autorizar a operação de linhas, atendendo ao Mandado de Segurança 5007632-48.2026.4.04.7205/SC. O que evidencia que as estratégias do novo corpo jurídico da Empresa Guerino Seiscento (SP) não estão sendo efetivas.
Enquanto isso, a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres determinou que os passageiros afetados tenham direito ao reembolso integral ou à realocação em outras empresas autorizadas. O espaço permanece aberto para manifestação da Empresa Guerino Seiscento (SP) e de seus representantes.
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