“É o fim da picada!” É assim que o empresário Luciano Hang revela uma ação civil aberta pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) este mês solicitando retirada da estátua da loja Havan, em São Luís. A ação foi motivada por denúncia de um grupo local chamado #AquiNão, que classificou a instalação da réplica da Estátua da Liberdade na capital maranhense como “poluição visual”.

Na ação, o MPMA solicita que a empresa e o município de São Luís sejam condenados ao pagamento de R$ 500 mil em indenização por danos morais coletivos e que o monumento seja regularizado ou removido. Segundo o MP, a estrutura descumpriria normas urbanísticas e ambientais da cidade, sendo considerada um “engenho publicitário extraordinário” sem licenciamento. A estátua tem 35 metros de altura.

Em vídeo postado nas redes sociais nesta quarta-feira (15), o empresário Luciano Hang afirma que a construção da loja na capital maranhense seguiu todos os trâmites legais e que teria sido aprovada antes mesmo do início da obra.

“É difícil não enxergar nessa ação algo que vai além de uma simples discussão técnica”, afirmou Hang. “Desde o começo, a estátua já incomodava pessoas com posição política muito clara, que parecem usar estruturas públicas para atacar quem pensa diferente”, continuou, ao afirmar que o caso não se trataria de “legalidade”, mas de “perseguição”.

A divulgação a respeito da ação civil ocorre uma semana após quatro estátuas da Havan — uma delas em São Luís — terem sido alvos de ataque. Durante a madrugada da última quarta-feira (9), as estátuas das lojas de São Luís (MA), Natal (RN), São Pedro da Aldeia (RJ) e Valparaíso (GO) foram vandalizadas ao mesmo tempo. Para Luciano Hang, a sincronia não foi “coincidência”, mas uma “ação organizada” que precisa ser investigada com seriedade.

Luciano Hang questiona o termo “poluição visual”

Ao revelar na tarde desta quarta-feira (15) a ação civil aberta pelo MPMA, Hang afirmou que o argumento apresentado pelo órgão a respeito de “poluição visual” parece ignorar a situação atual da cidade.

“Se estivessem realmente preocupados com poluição visual, estariam cuidando do Centro Histórico que está abandonado, dos muros pichados e da sujeira nas ruas”, disse.

“Tem certeza que a nossa Estátua da Liberdade é realmente o verdadeiro problema de São Luís?”, questionou o empreendedor.

“No fundo, não é contra a estátua. É contra a Havan e contra quem gera emprego, investe e acredita no Brasil”, continuou, ao destacar que a loja de São Luís tem apresentado um dos maiores faturamentos do Brasil e que a Havan continuará investindo no estado do Maranhão.

Justiça quer proibir bandeira do Brasil em sacolas da Havan

O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, afirmou ter sido notificado pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul por causa do uso da bandeira do Brasil nas sacolas distribuídas pela empresa.

A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Hang aparece ao lado de um diretor da companhia comentando o caso e criticando a atuação do órgão.

“Recebemos uma notificação dizendo que nós não podemos utilizar a bandeira do Brasil nas nossas sacolas”, afirmou o diretor da rede durante a gravação.

Ao comentar o episódio, Hang comparou a situação brasileira com os Estados Unidos, citando o uso frequente da bandeira americana em produtos e espaços públicos.

“Nos Estados Unidos, quando você vê um filme, você vê bandeira pra tudo quanto é lugar. Até no papel higiênico tem a bandeira americana. Aqui, estão pegando no pé”, declarou.

O empresário também defendeu o uso de símbolos nacionais como forma de estimular patriotismo e identidade cultural.

“Eu acho que nós temos que ser, cada vez mais, ter orgulho de usar o verde e amarelo, de usar a nossa bandeira, orgulho, né, imagina quantas sacolas saem por aqui, as pessoas com a sacola”, afirmou.

Até o momento, o conteúdo detalhado da notificação mencionada por Hang não havia sido divulgado publicamente.

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