
Proposta apresentada em Ponta Grossa, no Paraná, prevê redução drástica nos vencimentos dos parlamentares municipais e desconto para faltas sem justificativa.
Uma proposta apresentada na Câmara Municipal de Ponta Grossa (PR) quer mudar completamente a remuneração dos vereadores a partir da legislatura de 2029.
De autoria do vereador Paulo Balansin (União Brasil), o projeto prevê que os parlamentares passem a receber o equivalente a um salário mínimo nacional.
Atualmente, os vereadores recebem R$ 10.448,82 de salário bruto, além de R$ 763,77 de auxílio-alimentação. Com o reajuste aprovado em maio de 2026, os vencimentos chegariam a R$ 10.842,74.

Considerando o salário mínimo citado na proposta, de R$ 1.621, a diferença seria de mais de R$ 9 mil por mês em relação ao valor atual.
O projeto também prevê desconto na remuneração do vereador que faltar a uma sessão ordinária sem apresentar justificativa.
Para começar a tramitar oficialmente, a proposta precisa da assinatura de pelo menos sete vereadores. Até o dia 25, seis parlamentares haviam assinado.
A discussão acontece após uma sequência de reajustes. Em dezembro de 2024, a Câmara aprovou um aumento de 73%, que elevaria os salários para aproximadamente R$ 18,1 mil. O reajuste, porém, acabou barrado pela Justiça.
Em maio de 2026, um novo reajuste foi aprovado, com 13 votos favoráveis e cinco contrários, sob justificativa de reposição inflacionária.
Agora, a proposta que pode reduzir os vencimentos para o equivalente a um salário mínimo promete abrir uma nova discussão sobre remuneração, representatividade e responsabilidade dos vereadores.
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