
Alexandre de Moraes suspendeu por 30 dias as visitas a Jair Bolsonaro e proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. Com isso, caiu o pedido para que Javier Milei visitasse o ex-presidente em 25 de julho, no DF. A decisão também autorizou apenas advogados, médicos e fisioterapeutas.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até tentou e pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o presidente da Argentina, Javier Milei, faça uma visita a ele. O encontro estava previsto para 25 de julho.
O pedido foi encaminhado à Corte nesta sexta-feira, 17. Segundo o documento, a visita deve ocorrer em um sábado, a partir das 16h. Milei deve estar acompanhado de integrantes de sua comitiva oficial, conforme o pedido da defesa.

No entanto, as novas restrições de visitas impostas ontem, sexta-feira (17) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, ao ex-presidente Jair Bolsonaro impedem que ele se encontre com o presidente da Argentina, Javier Milei.
Conforme os fayos, horas após a solicitação, Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas suspendeu por 30 dias seu direito de receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
A decisão foi tomada após a defesa de Bolsonaro alegar que ele desconhecia que o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgaria publicamente uma carta nas redes sociais, argumento integralmente rejeitado pelo magistrado.
O ministro destacou que já havia uma restrição expressa impedindo o ex-presidente de se manifestar nas redes sociais, seja pessoalmente ou por meio de terceiros.
No documento, Moraes afirmou que “não é plausível” a justificativa da defesa de Bolsonaro de que ele não sabia da divulgação da carta em apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio.
“Na presente hipótese, houve flagrante descumprimento da medida cautelar por Jair Bolsonaro com sua participação ativa na preparação do ‘material pré-fabricado’ para posterior divulgação nas redes sociais de seu filho”, escreveu o ministro.
A visita de Milei vinha sendo planejada desde a semana passada, quando o presidente argentino anunciou que viajaria ao Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaroà Presidência e que aproveitaria a ocasião para se encontrar com o ex-presidente.

Milei deve participar da convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, na qual deve ser oficializada a candidatura do senador à Presidência.
A delegação prevista para acompanhar o presidente argentino será formada pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno; pela secretária-geral da Presidência e irmã de Milei, Karina Milei; e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
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