
Agentes da Polícia Federal abordaram um morador de Presidente Prudente, em São Paulo, ontem, segunda-feira (27). O objetivo da ação foi solicitar a retirada de uma faixa com a palavra “ladrão”, em vermelho e branco, da sacada do apartamento dele. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaria pelo local para chegar a um evento oficial.
Vídeos gravados durante a abordagem mostram os policiais afirmando que ordens superiores poderiam impor a remoção do material. A faixa em questão não citava o nome do presidente Lula diretamente. No mesmo condomínio, havia também outras manifestações visuais com frases de apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
A agenda oficial na cidade contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros de Estado. O grupo realizou inaugurações nas áreas de saúde e educação no interior paulista. O presidente Lula não compareceu ao compromisso, pois está se recuperando de uma cirurgia para retirada de um câncer de pele.

POLÍTICOS REAGIRAM AO ATO:
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou contra a abordagem da PF e reforçou que não havia nenhuma menção ao nome do atual presidente Lula na faixa em questão.
— Na faixa não estava nem o nome do Lula… a carapuça serviu? — questionou Nikolas.
O vereador Rubinho Nunes (União) seguiu a mesma opinião, questionando a certeza de que a crítica era ao presidente, mesmo sem ter o seu nome escrito. Já o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL) classificou o episódio como “absurdo”.
Repercussão internacional

Um vídeo divulgado pelo jornalista Sam Pancher nas redes sociais tem gerado forte repercussão e levantado debates acalorados sobre liberdade de expressão e abuso de autoridade. As imagens mostram agentes da Polícia Federal (PF) na porta de um apartamento, pressionando um morador a retirar uma faixa estendida em sua própria janela com a palavra “Ladrão”.
O episódio ocorreu em um prédio localizado nas imediações de um evento que contaria com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A faixa, contudo, continha apenas a referida palavra e não citava nominalmente o presidente.
“Eles não vão considerar isso como opinião”
Durante a gravação, o morador, visivelmente contrariado com a abordagem em sua residência, tenta argumentar com os agentes federais de que a faixa se tratava de um direito seu e representava “apenas uma opinião”.

A resposta de um dos policiais, captada em vídeo, causou perplexidade:
“Eles não vão considerar isso como opinião”, afirmou o agente, sugerindo que ordens superiores exigiriam e iriam “impor” a remoção do material, independentemente das alegações do cidadão.
Repercussão e cobranças à PF
O episódio foi classificado por jornalistas, juristas e políticos da oposição como uma “pressão assustadora” e uma clara tentativa de intimidação contra um cidadão comum em sua propriedade privada.
O jornalista Sam Pancher, ao divulgar as imagens, direcionou críticas à corporação e mandou um recado direto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues:
“O policial assumindo com todas as letras que a polícia faz uma avaliação do que é ou não uma opinião permitida. Completamente assustador. O complicado é que, se considerarmos um precedente recente, daqui a pouco algum chefe desses agentes vai na TV falar uma versão que contradiz completamente a realidade e alguns passarão a repeti-la como verdade absoluta”, alertou Pancher.
O caso amplifica as críticas recentes sobre o uso político da Polícia Federal e reacende a discussão sobre os limites de atuação das forças de segurança em relação ao direito de protesto e à liberdade de expressão no Brasil.
Cenas nos moldes da Coréia do Norte e China

Cenas da DITADURA brasileira. Agentes da PF foram à casa de um cidadão em Presidente Prudente (SP) para obrigá-lo a retirar uma faixa em sua janela com a palavra “LADRÃO”. Os agentes chegaram a dizer que superiores poderiam “impor” a retirada.
Vale lembrar: a esquerda difama sistematicamente os conservadores, inclusive Bolsonaro, de todas as formas possíveis, sem qualquer consequência. Lula chegou ao ponto de chamá-lo de “genocida”.

Em agosto de 2022, ainda durante a presidência de Bolsonaro, militantes do coletivo Indecline jogaram futebol no Minhocão, em São Paulo, usando como bola uma réplica ultrarrealista da cabeça do então presidente. Cachorros foram incentivados a defecar sobre o objeto. Nada aconteceu.
Enquanto isso, a mera palavra “Ladrão”, sem sequer mencionar o nome de Lula, é o suficiente para levar a PF à casa de um cidadão. Como bem disse @nikolas_dm , a carapuça serviu. Na prática, apenas a esquerda tem liberdade de expressão, e até de difamação, no Brasil. Iremos para mais uma eleição em que apenas um lado pode fazer campanha.
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