Segundo informações divulgadas pelo Portal Mais Tupã, a tradicional Guerino Seiscento enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história.

Além da recente suspensão de 23 linhas interestaduais pela ANTT, a empresa estaria no centro de uma intensa disputa familiar envolvendo o controle do grupo “Briga de Irmãos”.

A crise que atinge a tradicional Empresa de transportes Guerino Seiscento (Sp) ganhou novos contornos após a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres suspender 23 linhas interestaduais da companhia. A decisão afeta diretamente milhares de passageiros e ocorre em meio a uma intensa disputa familiar pelo controle do grupo empresarial.

De acordo com a publicação, João Carlos Seiscento, apontado por muitos funcionários e pessoas ligadas à empresa como sucessor natural do fundador Guerino Seiscento, teria sido gradualmente afastado das principais decisões administrativas das empresas de ônibus e também da Guerino Seiscento Agropecuária.

Do outro lado da disputa estariam suas irmãs, Márcia Seiscento e Irani Seiscento, que, segundo a publicação, avançam com medidas societárias para consolidar uma nova estrutura de comando.

A reportagem cita que o centro da disputa estaria na tentativa de Irani Seiscento de consolidar seu filho, Luiz Seiscento Vellini Júnior, na direção da empresa.

A movimentação teria provocado uma profunda ruptura interna justamente em um momento considerado decisivo para o futuro da companhia e, principalmente, dos funcionários e usuários do transporte coletivo.

Entre os pontos citados pela reportagem está a preocupação com o futuro da empresa justamente em um momento de restrições regulatórias e perda de linhas importantes.

Críticos da atual gestão afirmam que a substituição de João Seiscento por uma nova estrutura de comando rompeu com o modelo administrativo que conduziu a Guerino Seiscento (SP) ao posto de uma das mais importantes empresas de transporte rodoviário do país. Ao longo de décadas, a companhia conquistou espaço em diversos mercados, ampliou linhas interestaduais e se destacou na concorrência com grandes grupos do setor.

Passageiros de diversas regiões já sentem os reflexos desses embaraços, principalmente em ligações que fazem parte da rotina de milhares de pessoas.

Enquanto a empresa enfrenta uma das maiores crises de sua história recente, a disputa familiar avança também na esfera societária. Documentos publicados em Diário Oficial mostram que Márcia e Irani convocaram assembleias para deliberar sobre medidas destinadas à exclusão de João Carlos Seiscento do quadro societário de empresas do grupo, incluindo a Guerino Seiscento Transportes (SP), a Guerino Seiscento Participações (SP) e a Guerino Seiscento Agropecuária (SP).

Além das medidas voltadas contra o próprio irmão, pessoas ligadas à empresa relatam que também houve o afastamento do advogado tupãense Hamilton Ramos Fernandez, considerado durante anos um dos principais colaboradores jurídicos da companhia e pessoa de confiança da família. Paralelamente, a administração passou a contratar escritórios de advocacia da capital paulista, mudança que, segundo críticos da atual condução, representa um distanciamento das raízes históricas da empresa e da relação construída com a comunidade regional, que sempre foi defendida pelo fundador da empresa Guerino Seiscento (SP), que enquanto estava vivo sempre determinou que até os ônibus da empresa fossem emplacados em Tupã (SP).

Para observadores do setor, a preocupação vai além da disputa entre os herdeiros. O agravamento do conflito ocorre justamente quando a empresa enfrenta severas restrições regulatórias impostas pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, afetando trajetos estratégicos entre os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.

Os impactos já começam a ser sentidos pelos passageiros. Uma das ligações que permanece interrompida é justamente a tradicional linha entre Tupã (SP) e São Paulo (SP), utilizada diariamente por pessoas que viajam para tratamentos médicos, estudos, trabalho e compromissos familiares. A suspensão dos serviços aumenta a preocupação dos usuários sobre a continuidade das operações da empresa.

Para muitos que acompanharam a trajetória da Guerino Seiscento (SP), o maior prejuízo não está apenas na batalha societária, mas no risco de enfraquecimento de uma empresa que se tornou símbolo do transporte rodoviário nacional. Enquanto a disputa familiar se intensifica, passageiros convivem com incertezas sobre remarcações, disponibilidade de linhas e o futuro dos serviços.

A ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres determinou que a empresa Guerino Seiscento (SP) preserve os direitos dos consumidores que já adquiriram passagens, garantindo reembolso integral ou a aquisição de bilhetes em outras transportadoras autorizadas.

O caso deve ganhar novos capítulos nos próximos dias. Assembleias convocadas para hoje, Quarta-Feira 24 de Junho de 2026, poderão definir medidas que alterem de forma significativa a composição societária do grupo e consolidem uma mudança de comando que, segundo críticos, tem como principal objetivo viabilizar a ascensão de Luiz Seiscento Vellini Júnior à direção da empresa, em substituição a João Seiscento, apontado por muitos como o herdeiro natural da gestão construída pelo fundador Guerino Seiscento.

DIRETO DA REDAÇÃO

error: Conteúdo protegido por direitos autorais.