Ministro do STF Alexandre de Moraes mandou prender ex-presidente Jair Bolsonaro preventivamente na manhã deste sábado (22/11)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã deste sábado (22/11), em Brasília, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Agentes da PF chegaram ao Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, por volta das 6h e levaram o ex-presidente para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

Segundo apuramos, Moraes mandou prender Bolsonaro preventivamente, antes do cumprimento da pena à qual o ex-presidente foi condenado no inquérito do golpe. De acordo com informações iniciais, não se trata do cumprimento da pena 27 anos e 3 meses a qual Bolsonaro foi condenado na trama golpista, mas sim de uma medida cautelar.

A prisão foi confirmada à coluna pelo diretor-geral PF, Andrei Rodrigues, e pelo advogado Celso Villardi, que atua na defesa do ex-presidente na trama golpista.

Segundo Andrei Rodrigues, Bolsonaro foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada no setor policial sul, em Brasília.
Bolsonaro já estava em prisão domiciliar desde o início de agosto. A detenção, contudo, não tinha a ver com o inquérito do golpe, mas com outra investigação.

Prisão domiciliar

  • STF determinou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em 4 de agosto.
  • Casa do ex-presidente no DF passou a ser vigiada 24h por policiais.
  • Residência segue recebendo visitas de aliados e apoiadores, apesar das restrições.
  • Em 18 de julho, Moraes aplicou medidas cautelares por inquérito da PGR.
  • Trump havia anunciado tarifaço contra o Brasil e alegava perseguição do STF a Bolsonaro.
  • Circulavam informações sobre possíveis sanções dos EUA com base na Lei Magnitsky, depois confirmadas.
  • PGR acusou Bolsonaro e Eduardo de obstrução de Justiça e atentado à soberania.
  • Moraes impôs uso de tornozeleira, recolhimento noturno e proibição de contato com diplomatas.
  • Também proibiu o ex-presidente de usar redes sociais e participar de transmissões on-line.
  • Bolsonaro alegou dúvidas sobre o alcance das medidas e manteve discurso de perseguição.
  • Em 3 de agosto, Nikolas Ferreira exibiu vídeo em chamada com Bolsonaro durante manifestação.
  • Flávio e Carlos Bolsonaro publicaram vídeo do pai se dirigindo a apoiadores; conteúdo foi apagado.
  • Em 4 de agosto, Bolsonaro circulou livremente pela cidade antes da decisão: padaria, barbearia, lotérica e sede do PL.
  • No fim da tarde do dia 4, Moraes decretou prisão domiciliar por descumprimento das medidas cautelares.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.

O comboio que o transportava chegou à sede da PF às 6h35. Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O NOSSO JORNAL apurou que a prisão foi motivada pela garantia da ordem pública. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia convocado uma vigília em apoio ao ex-presidente, e a PF avaliou que o ato representava risco para participantes e agentes policiais.

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