
Segundo a polícia, suspeita estava armada com uma faca, fazia ameaças e tentou atacar uma vítima e um dos policiais em Guaiçara (SP). Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Lins (SP).
Está sendo velado na cidade de Guaiçara, distante de Marília cerca de 77 quilômetros, o corpo de uma jovem de apenas 20 anos atingida mortalmente por um tiro no pescoço desferido por um policial militar em defesa da vida de outrem.
Segundo o histórico da ocorrência, a jovem identificada como Ana Laura Pelarigo, conhecida como Naninha, de 20 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (2) após uma intervenção da Polícia Militar em uma residência localizada na Avenida Paulo Xavier Ribeiro, na área rural de Guaiçara (SP). A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
A Polícia Militar foi acionada após relatos de uma situação de violência envolvendo ameaça com arma branca (faca). Antes do desfecho fatal, a vítima havia comparecido à CPJ de Lins para registrar um boletim relatando que teria sido ferida com golpes de faca no ombro durante um desentendimento anterior.
Ainda conforme o registro, após a formalização do boletim, Ana Laura se dirigiu até a residência da mulher C.F., empunhando uma faca e proferindo ameaças de morte. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada pelo ex-companheiro da vítima.

No local, os policiais militares acessaram o primeiro andar da residência e, ao chegarem à sala, passaram a ouvir pedidos de socorro de C.F., que se encontrava na varanda.
No interior do imóvel, Ana Laura foi visualizada portando uma faca, tipo açougueiro, com aproximadamente 35 centímetros de lâmina e cabo branco, posicionada próxima à parede da sala, a cerca de sete metros de C.F., bastante exaltada e proferindo reiteradas ameaças de morte.
No descritivo da ocorrência, os agentes realizaram tentativas de verbalização por aproximadamente seis minutos, solicitando que a faca fosse largada, sem sucesso.
A mesma estava visivelmente descontrolada e durante a ocorrência, o vidro blindex da varanda teria sido quebrado pela vítima com a faca, colocando em risco a integridade física de C.F. e dos policiais.
Na sequência dos fatos, Ana Laura avançou em direção ao policial e à vítima C.F., caracterizando agressão injusta, atual e iminente, foi efetuado um disparo de arma de incapacitação elétrica (taser), que não surtiu efeito.
No ato seguinte, em legítima defesa própria e de terceiro, um policial militar realizou um disparo de arma de fogo, atingindo Ana Laura na região do pescoço, cessando a agressão e preservando a vida de C.F..

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito da mulher. A área permaneceu isolada para os trabalhos da Polícia Científica, que realizou o exame perinecroscópico. A arma de fogo utilizada pelo policial foi apreendida para perícia, e os policiais envolvidos prestaram depoimento.
Em despacho oficial, a autoridade policial responsável pelo caso destacou que, neste momento inicial, estão presentes os requisitos legais da legítima defesa, incluindo a tentativa prévia de contenção verbal e o uso de instrumento menos letal. Por isso, não foi lavrado auto de prisão em flagrante contra os policiais envolvidos.
O caso seguirá sob investigação, com a realização de exames periciais complementares, oitivas de testemunhas e acompanhamento do Ministério Público, que foi formalmente comunicado. A Polícia Civil reforça que as apurações continuam para o completo esclarecimento dos fatos.
DIRETO DO PLANTÃO DE POLÍCIA COM INFORMAÇÕES DA NOVA TV


