
É INQUESTIONÁVEL. Tupã respira atletismo literalmente. O processo em franca evolução foi comprovado no último domingo no Distrito de Varpa, que fica cerca de 27 quilômetros da referida cidade e 70 km de distância de Marília.
A ONG Artevidas, inicia o ano em velocidade máxima superando Marília, Presidente Prudente, Araçatuba e tantas outras de grande expressão do interior paulista para um feito histórico; A MAIOR PROVA DE CROSS COUNTRY DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS NO BRASIL.
Realizadas em ambientes urbanos, rurais e com diferentes tipos de terrenos, esse esporte envolve obstáculos naturais que vão de subidas a grandes descidas, riachos, gramas e diversos tipos de solo. O CEO da ONG ARTEVIDAS, professor Luis Alves, escolheu o Distrito de Varpa de forma estratégica justamente por reunir todas as condições necessárias para uma prova de alto nível técnico.

Para o presidente da Federação Paulista de Atletismo, Joel Oliveira, que interrompeu seu período de férias para prestigiar o evento, foi um momento histórico para o atletismo não só para a cidade, mas nacional e internacionalmente.
Joel Oliveira (Joel Lucas Vieira de Oliveira) é o atual presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA), tendo sido reeleito por aclamação para o quadriênio 2025-2028, e lidera a entidade desde 2019, com um histórico como ex-atleta e dirigente focado no desenvolvimento do atletismo paulista, incluindo a organização de grandes eventos como a São Silvestre.

”Com muita tranquilidade analiso este momento. Foi a maior prova de cross-country que o Brasil já teve nos últimos dez anos. Antes disso, a maior prova havia ocorrido no estado do Espírito Santo com aproximadamente 500 participantes. Em Bragança Paulista conseguimos outro grande feito com 200 participantes. É algo histórico, em início de ano, período de férias e a primeira corrida do calendário paulista de rua, já ultrapassando cidades como Presidente Prudente, Araçatuba e tantas outras é algo que demonstra a força inconteste do atletismo aqui em Tupã sob a orquestração do mestre Luis Alves’‘, comentou.
O presidente da F.P.A também comentou o significado a importância do evento para o atletismo nacional; ”Significa muito num contexto geral. Nós vimos aqui grandes estrelas como Paulo de Paula, atleta olímpico que participou de três olimpíadas e veio prestigiar saindo de sua casa na Europa para estar conosco. Vários talentos presentes que com certeza irão despontar durante o ano nas competições estaduais e nacionais, começando com o desafio de um percurso como esse. É a estrutura que envolve a cada prova realizada graças ao empenho da organização. Essa prova não deixou nada desejar para as realizadas em grandes cidades. Simplesmente perfeita. Eu vi, não é ninguém me contando. A ONG Artevidas, o Luis Alves e a Prefeitura estão de Parabéns”, concluiu.

O medalhista olímpico Paulo de Paula, com uma vasta bagagem por diversos países foi um dos grandes destaques a prestigiar o evento e que nos falou sobre suas impressões;
”Eu não me tornei um grande atleta olímpico correndo já nas grandes provas. Foi correndo no interior paulista, aqui mesmo em Tupã na faculdade de educação física, depois em vários regionais. É aqui que nasce os talentos. Esse incentivo das corridas de rua é gratificante e positivo porque eu sou um exemplo disto; me tornei um atleta olímpico internacional por conta dessas competições. Não sei se as pessoas sabem, mas hoje o esporte mais praticado no mundo é a corrida de rua. Essas iniciativas acabam incentivando as pessoas a praticarem o esporte e buscando consequentemente a qualidade de vida”, analisou.
O atleta olímpico Paulo de Paula é um maratonista brasileiro que representou o Brasil em três Jogos Olímpicos: Londres 2012 (8º lugar, melhor brasileiro), Rio 2016 (15º lugar) e Tóquio 2020 (69º lugar), sendo conhecido por sua consistência em provas de longa distância e por alcançar bons resultados em Campeonatos Mundiais de Atletismo. Recorde Pessoal: 2h10m23s (conquistado em Pádua, Itália, 2012). Campeonatos Mundiais: Participou de edições em Moscou, Doha, Oregon e Budapeste, ficando em 7º em Moscou 2013.

Bruno C. Limonez, 27 anos da cidade de Ubirajara, veio especialmente e com ajuda do patrocinador para participar da prova. O atleta ficou em sexto lugar na classificação geral e falou do seu desempenho e do percurso em uma análise rápida a nossa reportagem;
”A prova teve um percurso desafiador. Subida e descida, não foi fácil e o pessoal de Tupã é muito forte. Foi uma prova muito boa, embora seja a primeira vez que eu enfrente um percurso totalmente diferente, mas valeu a pena. O ano que vem vou me preparar mais e vamos para cima. Quero agradecer meu patrocinador W.T GRANITO E MOVEIS PLANEJADOS do meu amigo William que me acompanhou e está comigo acreditando no esporte e no meu trabalho”, finalizou.

Mais um recorde, talvez o participante de maior idade a participar de uma prova de atletismo. Este fato está sendo analisado pela Federação Paulista de Atletismo e pelos organizadores. Senhor Orlando Borges Justino, 83 anos já com a voz embargada, falou conosco sobre sua participação na primeira cross-country de Varpa, mesmo após ter participado da última São Silvestre;
”O percurso foi meio pesado, principalmente na subida. Não falo com defeito, mas específico para mim que estou chegando de uma São Silvestre. O veinho está quebrado. Fiquei em terceiro na São Silvestre por categoria de idade”, explicou.
Um exemplo de determinação, persistência e disciplina, ”seu” Orlando estava sendo festejado em uma barraca da região de Fernão e Ubirajara. Ele nos revelou o seu invejável histórico dentro do atletismo;
”Na São Silvestre, foi a décima quinta vez que participei. Em nossa região não tem cidade aqui que eu não corri. Há muitos anos eu participo de todas. Eu amava o futebol e comecei no atletismo com 59 anos e estou aqui. O segredo é se cuidar. O resultado está na minha casa com 223 troféus e umas 350 medalhas. Recomendo a todos as pessoas praticarem o atletismo. É o melhor esporte para a saúde”, acrescentou.

Entre os participantes de Marília, destaque para Haroldo Aparecido de Oliveira Santos, engenheiro e que também ingressou no atletismo acima dos 40 anos.
”Foi uma experiência incrível. Um percurso difícil e desafiador para consagrar realmente os persistentes. Meu desempenho eu achei que foi bom, levando-se em consideração o percurso que particularmente nunca havia corrido e, aliás, nem em estrada de terra havia competido. Para mim foi ótimo, e agora é se preparar para o ano que vem. EU DOBRO A APOSTA”, brincou.

Outro destaque como já mencionamos foi a presença das famílias prestigiando o evento. Micaele Miguel da Silva Morales, com o bebê de colo, fez questão de participar com o apoio do marido e incentivo dos familiares. Ela comentou sobre a participação das mulheres no evento.
”PR’a mim, foi uma prova difícil, mas mesmo assim consegui pegar o quarto lugar. Estou muito feliz, não imaginava chegar no podium. Não é a primeira vez que participo. Já cheguei em primeiro, em terceiro na categoria e em 4º no geral. Sou mãe, com um filho de um ano e oito meses e até subiu comigo para pegar a medalha. Para quem é mãe, a dificuldade é ainda maior. A gente precisa ter uma rede de apoio e desde já agradeço meu pai, minha mãe, minha sogra, meu maridão que em muitas vezes fica com o meu filho para que eu possa treinar. Sou dona de casa e não tenho ajudante e ainda trabalho fora. A corrida tem me fortalecido muito. Uma prova muito bem organizada, nunca vi tanta gente na minha vida, kkk. Muito lindo, com lama e tudo. Só queria agradecer e vou participar das próximas”, declarou



NO BANHO MARIA: Bastidores políticos comentam mais uma ausência do prefeito Renan Pontelli e da secretária de turismo,
Nayara Martins

Centenas e centenas de pessoas de outras cidades. Muita gente bonita, famílias, crianças e idosos em um verdadeiro desfile de moda Fit com uma
paz invejável, sorrisos, confraternizações e alegria.
Este foi o clima da maior prova cross-country dos últimos 10 anos no Brasil, realizado no Distrito de Varpa que atraiu atletas olímpicos e até políticos de outras cidades, menos de Tupã.
Como editor deste Portal de Notícias deixamos bem claro, que nosso editorial e opinião nada tem a ver com os organizadores da prova, pois nossa convivência e experiência no meio político como ativista, assessor parlamentar e analista nos deixa a vontade e com independência para comentar ESSE FATO LAMENTÁVEL.
Em qualquer cidade do planeta que realize um evento desta envergadura, o gestor não só envia secretários e vereadores como missão, mas se faz presente com a secretaria de turismo para bem receber os visitantes de outras cidades. Pelo menos uma palavrinha. NÃO BASTA APOIAR, SE FAZ NECESSÁRIO SE FAZER PRESENTE. A NÃO SER QUE….
O QUE PERCEBEMOS É UMA COISA SÓ E DE CONSENSO. LUIS ALVES, HOJE NÃO NUTRI AMBIÇÕES POLÍTICAS, NO ENTANTO, ISSO NÃO SIGNIFICA SUA OMISSÃO AOS PROBLEMAS DA CIDADE.
O LUISINHO, como todos chamam, é o tipo de cidadão que os políticos do poder precisam ter embaixo da asa, porque senão é perigoso. Melhor ele no campo de visão do que como oposição.
Como todos sabem, Luis Alves foi agraciado recentemente pela sorte e de lá para cá sua vida é respirar com mais intensidade o atletismo. A política que corre nas veias pelo amor a cidade, acaba acontecendo apenas em casos excepcionais.
PELO QUE SE PERCEBE, A ADMINISTRAÇÃO FAZ O MESMO PRATO TRIVIAL DA POLITICALHA RASTEIRA DA CIDADE. ALIMENTAR O PERIGO COM MIGALHAS E MANTE – LO EM SILÊNCIO PARA NÃO ATRAPALHAR… LEDO ENGANO… ISSO PODE SER PERIGOSO.
A ausência da secretária de turismo Nayara Martins em um evento que englobou o esporte e a cultura, é no mínimo estranho para uma cidade considerada de interesse turístico e do prefeito já pela segunda vez, não tem desculpa. ABRE-SE AQUI OS ELOGIOS AO SECRETÁRIO DE ESPORTE E SEU COORDENADOR QUE APOIARAM INTEGRALMENTE.
Tupã vive este tipo de política mesquinha há mais de 40 anos e por este motivo está parada no tempo. Renan Pontelli assumiu com o compromisso de fazer a diferença, mas parece ter tomado da água benta e começa a praticar o mesmo modus operandi de seus antecessores. MAIS DO MESMO PODE SIMPLESMENTE SER A SEMEADURA ONDE A COLHEITA ÀS VEZES SE TORNA INDIGESTA.
DIRETO DA REDAÇÃO


