Nesta quinta-feira (16), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que “picuinhas” políticas estão atrapalhando a relação entre o Brasil e os Estados Unidos. O comentário foi feito no mesmo dia em que o governo americano aprovou a cobrança de uma taxa extra de 25% sobre diversos itens importados do Brasil.

Skaf avalia que o governo brasileiro deveria priorizar uma boa relação comercial com os EUA. De acordo com ele, “intenções eleitorais” levaram o Brasil a adotar posturas de confronto.

– Quando o lado político atinge alguns pontos, atrapalha a negociação e a prioridade deixa de ser técnica. É arrumar pretexto para fazer alguma coisa que politicamente querem fazer – falou o presidente da Fiesp à CNN Brasil, de quem são as informações.

Para ele, a chamada diplomacia empresarial entre empresas brasileiras e norte-americanas seria uma saída para superar o impasse. Paulo Skaf também acredita que o Brasil precisa urgentemente corrigir o tom político na relação com os Estados Unidos.

– Não dá para toda hora haver declarações que possam estar agredindo aquele parceiro que nos interessa, um bom cliente, a maior economia do mundo.

Nikolas Ferreira ironiza governo Lula após tarifa de 25%: “Make the L”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-RJ) ironizou, nesta quinta-feira (16/7), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os Estados Unidos anunciarem a taxação de 25% os produtos brasileiros. “Make de L”, afirmou o deputado.

Nikolas compartilhou a publicação em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabiliza o petista pelo tarifaço de 25%. Veja:

Além do parlamentar mineiro, o senador e pré-candidato à Presidência da Republica, Flávio Bolsonaro (PL), usou a postagem de Rubio para atacar o governo de Lula. “Estamos em um avião sem piloto”, disparou Flávio.
“O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação. Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança… Chega!”, destacou o senador.

Flávio defendeu adiamento

Apesar do discurso de “negociação das tarifas”, Flávio Bolsonaro defendeu, no último dia 7, em audiência pública nos EUA, que o tarifaço aos produtos brasileiros seja adiado para depois das eleições brasileiras, uma vez que a medida dos EUA poderia favorecer eleitoralmente o presidente Lula.

“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os resposáveis pelas ações em questão”, afirmou.

“Sem boa-fé”

Marco Rubio, afirmou no início da madrugada desta quinta que o governo de Lula não negociou de “boa-fé” com os norte-americanos sobre a aplicação das tarifas pelo país aos produtos brasileiros. A declaração foi emitida logo após os EUA confirmarem a imposição de uma taxa de 25% ao Brasil.

“Hoje, o presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, disse.

Rubio afirmou que as políticas econômicas do petista são ruins para os americanos e para os brasileiros. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, destacou.

DIRETO DA REDAÇÃO

error: Conteúdo protegido por direitos autorais.