
Brasil rompe alinhamento com os EUA e se aproxima da Rússia ao bater recorde de importação de combustível russo
O Brasil voltou a chamar a atenção dos Estados Unidos após uma decisão do presidente Donald Trump, que impôs uma tarifa adicional de 25% sobre a Índia como represália à compra de petróleo da Rússia, contrariando o embargo global ao governo de Vladimir Putin desde a invasão à Ucrânia.
Desde o início do seu terceiro mandato em 2023, Lula (PT) tem demonstrado aproximação com o governo russo e promoveu uma alta de mais de 6.000% na importação de óleo diesel da Rússia. Apenas em 2024, o Brasil comprou US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 29,4 bilhões) em diesel russo.
Participação dos EUA no mercado brasileiro despenca
Os números apontam uma forte mudança no mercado de combustíveis brasileiro. Em 2022, 57% do diesel importado pelo Brasil vinha dos Estados Unidos. Agora, em 2024, essa participação despencou para apenas 17%.

Explosão no volume de diesel vindo da Rússia
Em 2022, o Brasil importava 101 mil toneladas de diesel russo. Esse número saltou para 6,1 milhões de toneladas em 2024, segundo dados da Comtrade/ONU.
A explosão nas importações de diesel contrasta com o volume de petróleo bruto adquirido. Em 2024, o Brasil comprou “só” US$ 77,5 milhões em petróleo russo, o que demonstra uma estratégia focada no diesel.
Rússia domina o diesel importado pelo Brasil
De acordo com informações da Federação do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis), a Rússia já é responsável por 65% de todo o diesel importado pelo Brasil. Esse dado reforça a guinada diplomática e comercial adotada pelo governo brasileiro, mesmo diante de sanções econômicas internacionais.
Alcolumbre barra impeachment: “Nem com 81 assinaturas”

Nesta quinta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que não pautará os pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nem se todos os 81 senadores assinassem o pedido.
– Nem se tiver 81 assinaturas, ainda assim não pauto impeachment de ministro do STF para votar – disse ele a líderes partidários, segundo fontes ouvidas pela coluna de Roseann Kennedy, do Estadão.

A oposição conseguiu as 41 assinaturas necessárias para apresentar o pedido de impeachment contra o ministro. Depois de protocolar o documento, fica a cargo do presidente da Casa Alta pautar a proposta, o que ele deixou claro que não irá fazer.
Alcolumbre mandou o recado direto para senadores da base governista, que defendem a permanência de Moraes, e também para opositores, entre eles Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Rogério (PL-RO) que fizeram obstrução por mais de 40 horas para forçar o andamento do pedido.
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