Botafogo é eliminado da Copa Intercontinental pelo Pachuca, perdendo por 3 a 0. Mudanças na competição dificultam a jornada dos times sul-americanos.

Terminou nesta quarta-feira (11) o sonho do Botafogo de chegar à conquista do inédito título mundial. Em sua estreia na Copa Intercontinental, o time da estrela solitária acabou superado pelo Pachuca, do México, por 3 a 0, e deu adeus à competição logo na fase de quartas de final.

Essa é a primeira edição em que o campeão da Libertadores entra no torneio duas fases antes da decisão. Até 2023, tanto o vencedor da Champions League como o ganhador da principal competição de clubes da América do Sul entravam na semifinal.

Classificado, o time mexicano vai enfrentar o Al-Ahly, do Egito, no sábado (12), às 14h (de Brasília), no último play-off antes da decisão, fase para qual o Real Madrid, como representante europeu, classificou-se diretamente.

O time é 16º entre 18 clubes da Liga MX da temporada 2024/25. Em 17 jogos, o time venceu 3, empatou 4 e perdeu 17 jogos. O Pachuca não vencia desde o dia 3 de novembro, quando superou o Necaxa por 6 a 2. Desde a decisão em 2018, a Liga MX não rebaixa os piores times.

Apesar da temporada ruim na liga local, em 2024, o clube foi campeão da Liga dos Campeões da Concacaf sobre o Columbus Crew por 3 a 0, em junho. Foi o sexto título do Pachuca na competição da confederação e, com isso, o time também participará do Super Mundial da Fifa em 2025.

O time da estrela solitária lutava para dar fim ao longo jejum dos times sul-americanos. Desde 2012, quando o Corinthians conquistou seu bicampeonato mundial ao derrotar o Chelsea na decisão, apenas as equipes europeias ficaram com o troféu.

Na última edição, disputada em 2023, o Fluminense acabou goleado na decisão pelo Manchester City por 4 a 0, também em Doha, no Qatar.

O Botafogo também sonhava em coroar sua temporada com uma tríplice coroa, repetindo o feito do Santos de Pelé -em 1962 e 1963, a equipe do litoral paulista colocou em sua galeria troféus nacionais, continentais e mundiais. Na ocasião, além da Libertadores, faturou a Taça Brasil -equiparada pela CBF ao Campeonato Brasileiro anos mais tarde- e a antiga Copa Intercontinental, contra o campeão europeu.

Nos atuais formatos das competições, nenhum time brasileiro conseguiu esse feito. O Flamengo foi o que mais se aproximou, mas foi superado pelo Liverpool na final do Mundial de Clubes de 2019 após ganhar a Libertadores e o Nacional.

Para aumentar suas chances na Copa Intercontinental, o Botafogo montou um planejamento para ter os seus principais jogadores em plenas condições em uma possível decisão. A ideia era minimizar o impacto da maratona de jogos que o time tem enfrentado desde a conquista da Copa Libertadores, no dia 30 de novembro, com um jogador a menos diante do Atlético-MG desde o início do confronto.

Com a estreia na Copa Intercontinental apenas três dias após confirmar a conquista do Campeonato Brasileiro, o Botafogo foi a campo com alguns desfalques. Além de Vitinho e Bastos, ausentes por lesão, o técnico Artur Jorge optou por poupar Alex Telles, Marlon Freitas, Savarino e Almada.

As baixas impactaram a capacidade criativa do time, que não criou nenhuma chance na primeira etapa. O Pachuca, sobretudo com chutes de fora da área, deu mais trabalho ao goleiro John, mas nenhum dos dois times balançou as redes antes do intervalo.

Na etapa final, o português Artur Jorge se viu obrigado a mexer no time. Isso porque, logo aos quatro minutos, Idrissi abriu o placar para o Pachuca. Nascido na Holanda, mas naturalizado marroquino, o camisa 11 fez fila na defesa botafoguense, deixou dois caídos e finalizou rasteiro.

O treinador do time brasileiro continuou tentando ajustar sua equipe com novas mudanças, mas antes que qualquer troca pudesse fazer efeito, a equipe mexicana chegou ao segundo gol. Depois de uma bobeada de Almada, a bola sobrou para Pedraza servir Deossa, que finalizou forte, mas contou com uma rara falha de John para ampliar o marcador.

Diante da desvantagem, o Botafogo não teve outra alternativa a não ser se lançar ao ataque, mesmo que isso significasse deixar mais espaços na decisão. Foi assim que o atacante Rondón, titular da seleção da Venezuela, fechou a conta, num contra-ataque, aos 33 minutos.

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