Estamos começando mais um mês de conscientização sobre algum tópico de saúde. Neste mês, o foco é o Outubro Rosa, uma campanha internacional que promove a conscientização da sociedade sobre o câncer de mama e a importância de se prevenir dessa doença. A campanha começou a ganhar força na década de 1980, nos Estados Unidos, à medida que se entendia a necessidade da prevenção contra essa doença.

O Outubro Rosa teve uma iniciativa no Brasil, pela primeira vez, em 2002, mas só ganhou força a partir de 2008. Foi estabelecido como uma campanha oficial a partir da Lei 13.733/2018, sendo marcado por ações de conscientização e informação da população.

O câncer de mama não tem uma única causa, porém está relacionado a diversos fatores comportamentais, ambientais, genéticos e hormonais que podem influenciar na manifestação da doença no organismo, além do histórico familiar.  

Como se proteger: 

  • Manter peso corporal adequado 
  • Praticar atividades físicas 
  • Evitar bebidas alcoólicas 
  • Amamentar até pelo menos o 6º mês 

Autocuidado e exames de rastreamento 

Conhecer o próprio corpo é fundamental para reconhecer alterações e procurar ajuda médica. Olhar, palpar e sentir as mamas em casa, em frente ao espelho, pode identificar precocemente caroços, nódulos e retração da pele. Por isso, quaisquer sinais e sintomas devem ser observados e investigados em uma unidade de saúde. 

Além do autoexame, a mamografia é o exame de rastreamento recomendado para mulheres e homens trans (não mastectomizados) de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária, a mamografia diagnóstica (quando há alteração suspeita) pode ser solicitada com indicação médica em qualquer idade. 

Após o resultado, é feito o encaminhamento para procedimentos complementares e indicação de tratamento conforme cada caso, tudo dentro da rede pública de saúde, buscando realizar o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura e qualidade de vida. 

É de praxe, na maioria dos municípios, a realização de mobilizações, atos e ações que resultem no incentivo a exames preventivos e cuidados gerais para se evitar consequências graves.

Após mencionarmos o Outubro Rosa se faz necessário lembrar que o Setembro Amarelo passou na cidade que mais registra suicídios no estado sem nada feito de efetivo, e coincidentemente o número se suicídios no mês foi assustador. O setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio.

Você sabia que a cada 45 minutos, uma pessoa morre por suicídio no Brasil? Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se o comportamento suicida fosse identificado a tempo. QUANTAS TENTATIVAS TEMOS EM MARÍLIA POR SEMANA

O suicídio é complexo e multifatorial. Ele envolve causas variadas e costuma estar relacionado a transtornos psíquicos de ansiedade, humor e personalidade, como a depressão, borderline, bipolaridade, abuso de drogas, entre outros. Fatores como bullying, dificuldades financeiras, perdas afetivas, problemas no trabalho, existência de doenças crônicas ou terminais e conflitos familiares também podem dar origem ao comportamento suicida.

Este é, sem dúvida nenhuma, um problema de saúde pública, até porque o suicídio está entre as principais causas de óbito no mundo. Ele traz muito sofrimento não apenas para quem comete o atentado contra a própria vida, mas também para as pessoas que conviviam com o indivíduo.

A CIDADE DE MARÍLIA, POR SER A CIDADE DO INTERIOR COM O MAIOR NÚMERO DE REGISTROS, DEVERIA ESTAR EMPENHADA EM BUSCAR SOLUÇÕES EM TODAS AS ÁREAS E SETORES.

Não é um problema que surgiu agora, mas o gestor que assumiu a administração municipal, tomou posse com o discurso de enfrentamento para a situação e até o momento anunciou APENAS a construção de um novo prédio para o Cap’s zona sul.

A grande questão é que, não basta construir prédios para receber o paciente, mas SE FAZ NECESSÁRIO DESCOBRIR CAMINHOS DE DESCOBRIR AONDE ESTÃO OS PACIENTES E COIBIR ESPAÇOS POTENCIAIS DE TENTATIVAS COM, POR EXEMPLO, VIADUTOS.

Em outubro de 2022, a ONG MARÍLIA CENTENÁRIA, chegou a apresentar uma sugestão inspirada em algumas cidades que desenvolveram ações com resultados positivos. RELEMBRE;

ALÉM DO PREFEITO VINÍCIUS, A VEREADORA FABIANA CAMARINHA TAMBÉM APRESENTOU SUA PLATAFORMA DE CAMPANHA ALICERÇADA NO DISCURSO DE AÇÕES PARA COMBATER O SUICÍDIO E LUTAR PELA SAÚDE DA MULHER.

Para um bom entendedor, os meses de setembro e outubro seriam, em nossa humilde concepção e entendimento, ideais para que a mesma mostrasse ao que veio. PROJETOS, AÇÕES E MOBILIZAÇÕES.

Talvez pelo fato de estar há muitos anos residindo na capital paulista, a mesma ainda não tenha se atentado a gravidade do problema, mas não é possível, que nos poucos dias que fica na cidade, sua assessoria não lhe atualize sobre a realidade dos fatos.

Ao que vemos, a mesma segue a linha marionete. Apenas lê o texto que lhe é entregue pelo marido, vota a favor da administração, solicita verba para viagens e o restante são vídeos de marketing de imagem. Na tribuna não consegue fazer um discurso ou defesa de seus próprios requerimentos de forma natural, SEMPRE PRESA A UM TEXTO, COMO A MOÇÃO DE REPÚDIO A DONALD TRUMP. DECEPCIONANTE…

As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já ocorreu em suicídio. Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, esses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade.

A primeira medida preventiva é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção.

Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio em Marília, onde atualmente pelo menos de 2 a4 pessoas por mês tiram a própria vida. Surge então um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada e homologada ao que recomendam as autoridades de saúde, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz. Está na hora de sair do discurso digitado da Tribuna e amassar o barro.

O suicídio é amplamente evitável. Diferentemente de muitas outras questões de saúde, as ferramentas para reduzir de forma significativa a maior perda trágica da vida pelo suicídio estão disponíveis. Com ação coletiva para reconhecer e tratar deste problema sério, bem como compromisso para intervenções eficazes, apoiadas por vontade e recursos políticos, a prevenção de suicídio de forma global é possível.

É uma vergonha constatar que cidades de menor porte como Pompeia, por exemplo, possuem mais psiquiatras e psicólogos a disposição da população do em Marília. É UM DESCASO ANORMAL.

O suicídio causa impacto nos mais vulneráveis das populações e impõe uma carga maior nos de baixa e média renda, em uma cidade ainda mal equipada para atender às necessidades de saúde geral e saúde mental de sua população. Os serviços são escassos e quando existem, são difíceis de acessar e contam com poucos recursos. O acesso a serviços apropriados, bem como à busca de ajuda melhorada são essenciais para a saúde e o bem-estar.

Os governos, as organizações internacionais, as organizações não governamentais e as comunidades locais todos têm uma parte a desempenhar no combate ao suicídio e a cidade de Marília não está fora deste contexto.

Esta estrutura se baseia nas Diretrizes das Nações sobre Prevenção de Suicídio de 1996 e salienta a contribuição que todos podem dar. Com quase um milhão de pessoas morrendo por suicídio em todo o mundo, sendo dezenas em nossa cidade a cada ano, e com um impacto desproporcional sobre a juventude mundial, devemos às gerações futuras agirmos agora.

Já estamos no décimo mês de mandato, e ainda dá tempo da nobre vereadora Fabiana Camarinha sair da redoma de vidro e de sua própria bolha para efetivamente realizar um enfrentamento envolvendo igrejas, hospitais, e o mais fácil a rede pública de saúde com os agentes comunitários, que na realidade são os primeiros a detectar onde estão os pacientes com potencial de suicídio. A BUSCA DA SUA VERDADEIRA IDENTIDADE POLÍTICA.

Trabalhamos com O PREVENTIVO, e para isto se faz necessário o desenvolvimento de uma política séria e mais agressiva para promover a identificação antecipada, avaliação, tratamento e encaminhamento de pessoas sob risco de Comportamentos suicidas para cuidados profissionais. Tomamos a liberdade de elencar o esboço de um conjunto de ações a serem norteadas e um amplo projeto que pode se tornar modelo nacional;

• Aumentar o acesso público e profissional às informações sobre todos os aspectos da prevenção de comportamento suicida;

• Apoiar a criação de um sistema de coleta de dados integrados, que sirva para identificar grupos, indivíduos e situações de risco;

• Promover a conscientização pública com relação a questões de bem estar mental, comportamentos suicidas, as consequências de estresse e gestão efetiva de crise;

• Manter um programa abrangente de treinamento para guardiões identificados (por exemplo, a polícia, educadores, profissionais de saúde mental);

• Adotar protocolos culturalmente apropriados para a informação pública de eventos suicidas;

• Promover maior acesso a serviços abrangentes para os que estiverem em risco e, ou afetados por, comportamentos suicidas;

• Fornecer serviços de apoio e reabilitação a pessoas afetadas por comportamentos suicidas;

• Reduzir a disponibilidade, acessibilidade e atratividade dos meios para comportamento suicida;

• Criar instituições ou agências para promover e coordenar pesquisa, treinamento e prestação de serviço com relação a comportamentos suicidas.

Essa não é uma matéria para criticar a conduta ou desempenho da nobre vereadora, mas para despertá-la, pois o tempo passa rápido e as redes sociais estão aí para lembrar o eleitor. Construir UM LEGADO DE VERDADE, SEM A NECESSIDADE DE PEGAR CARONA EM VÁCUO DE NINGUÉM.

O PROTAGONISMO. ESTA EM UMA BANDEIRA DE LUTA QUE ATÉ HOJE NÃO TEVE AÇÕES DIGNAS DE RESULTADOS SIGNIFICANTES. ESTÁ NA HORA DE PEGAR O PANFLETO DE CAMPANHA E ABRAÇAR A CAUSA, ENVOLVENDO SE POSSÍVEL O PODER EXECUTIVO E DEMAIS SEGMENTOS DA SOCIEDADE. AFINAL, VIDAS IMPORTAM….

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