
Não adianta negar, os casos de feminicídio no Brasil apresentaram uma tendência de alta consistente nos últimos anos, atingindo patamares recordes na série histórica desde a tipificação do crime em 2015.
Dados recentes apontam que o ano de 2024 registrou o maior número de casos até então, com aproximadamente 1.450 a 1.492 mulheres assassinadas por razões de gênero, representando um aumento contínuo em relação ao ano anterior.
Dados preliminares de 2025 indicam que a tendência de alta se mantém, com recordes sendo superados e uma média de quatro mortes por dia (4,04) no primeiro período do ano. No último final de semana, 5 feminicídios foram registrados em estados diferentes, mostrando que a cultura da intolerância e do ódio cresce a cada dia.
MARÍLIA NÃO FOGE A REALIDADE E ACABOU REGISTRANDO UMA NOITE TERRÍVEL. UM CASO DE FEMINICÍDIO CONSUMADO E OUTRO DE FEMINICÍDIO TENTADO. O QUE CHAMA A ATENÇÃO É QUE FORAM PROVOCADOS PELO MESMO AUTOR.

Segundo consta, na noite que passou, a cidade viveu uma noite violenta e sanguinolenta em uma academia localizada na confluência da avenida Tiradentes com a rua Comendador Fragata.
Informações já confirmadas apontam que o ataque foi cometido pelo ex-companheiro da vítima, sua ex mulher de 47 anos em um visível estado de fúria. Segundo consta, a filha do casal presenciou a agressão.
O que salvou a vítima foi o fato da mesma ter sido socorrida e levada para o Hospital das Clínicas de Marília por esta filha, onde recebe atendimento de emergência. O HC fica a menos de cem metros do local. Até o fechamento desta matéria, não havia atualização sobre o estado de saúde, mas sabemos que a vítima foi submetida a procedimento cirúrgico.
O homem fugiu do local em um veículo e as equipes da DIG e da delegacia de defesa da Mulher estão desde o registro da ocorrência realizando buscas com o objetivo de prender o acusado.
Nossa reportagem apurou que a mulher possuía uma medida judicial que impedia a aproximação do ex-companheiro, além de registros anteriores de ameaça. Mas não para por aí.

No momento do registro desta ocorrência, uma mãe desesperada estava na Central de Polícia Judiciária e ao tomar conhecimento do fato, pediu auxílio aos policiais para realizar buscas no apartamento da filha, desaparecida a cerca de 4 dias e sem comparecer ao trabalho.
Ao chegarem ao local, infelizmente o pressentimento de mãe mais uma vez se fez valer. Após a filha não responder aos telefonemas, a mesma desconfiou que algo errado teria acontecido.
Após conseguirem convencer a portaria a liberar a entrada no condomínio com a chegada da polícia, a porta do apartamento localizada em um condomínio na rua Hércules Galleti, no Jardim Califórnia, encontraram o corpo de Maria Rita Bento dos Santos, 17 anos morta sobre um sofá, dando a entender que a mesma foi assassinada cruelmente com algum material contundente. Logo nas proximidades encontraram um martelo sujo de sangue, confirmando as suspeitas.
Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Perícia Técnica estiveram no local, que foi isolado para os trabalhos de investigação. O caso foi registrado oficialmente como feminicídio, crime previsto em lei, e segue sob apuração.

Maria Rita Bento dos Santos, 17 anos mantinha ym relacionamento com o acusado Leandro Idalino de Marcos de 48 anos que havia se separado de sua esposa na qual foi esfaqueada em frente a academia conforme já mencionamos.
Este é o terceiro feminicídio em menos de dois meses, um dado que revela uma sequência grave e contínua de mortes de mulheres no município de Marília, onde a violência cresce assustadoramente.
UM FEMINICÍDIO CONSUMADO EM DIA INCERTO, PROVAVELMENTE NO FINAL DE SEMANA E UM FEMINICÍDIO TENTADO, AMBOS PELO MESMO AUTOR EM OCORRÊNCIAS ANORMAL. O AUTOR SE ENCONTRA FORAGIDO.
DIRETO DO PLANTÃO POLICIAL


